Uma nova parceria entre a TTS Energia e a GreenYellow viabiliza a construção de uma usina solar de 2,5 MW para a Misa Minerais no Ceará, utilizando tecnologia avançada de Grid Zero.
O setor de mineração brasileiro ganha um novo fôlego em sustentabilidade com o anúncio de um projeto fotovoltaico de grande escala em Limoeiro do Norte, no Ceará.
A iniciativa é fruto de uma colaboração estratégica entre a TTS Energia, responsável pela engenharia e execução, e a multinacional GreenYellow Brasil, que viabiliza o aporte financeiro para a unidade da Misa Minerais.
Com investimentos na casa dos R$ 8 milhões, o empreendimento se destaca não apenas pela potência instalada de 2,5 MW, mas pelo uso do modelo Energy as a Service (EaaS).
Esse formato permite que a mineradora migre para uma matriz energética limpa sem a necessidade de dispêndio de capital próprio, acelerando a descarbonização das operações com uma projeção de redução de 156 toneladas de CO₂ por ano.
Engenharia de alta complexidade e controle inteligente
A unidade, que ocupará uma área de 29 mil metros quadrados e contará com cerca de 3,5 mil módulos solares, operará sob o conceito de Grid Zero.
Diferente de usinas convencionais, o sistema foi desenhado para que a energia produzida seja totalmente consumida pela própria planta, evitando a injeção de excedentes na rede elétrica local.
Para isso, a TTS Energia implementará um controle dinâmico que ajusta a performance dos inversores em milissegundos, conforme a demanda da mineradora varia ao longo do dia.
Fernando Oliveira, diretor Comercial da GreenYellow Brasil, afirmou:
Ao ajustar a geração ao consumo da unidade, o modelo maximiza o benefício econômico para o cliente, evitando a injeção de excedentes na rede e os custos proporcionais associados.
Infraestrutura robusta para o setor industrial
O projeto vai além da instalação de placas solares, envolvendo uma rede aérea de circuito duplo com extensão superior a um quilômetro para integrar a usina aos dois pontos de conexão em média tensão da operação.
Essa complexidade técnica exige um monitoramento rigoroso e uma arquitetura elétrica de ponta para garantir a estabilidade da carga industrial.
Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, afirmou:
Temos dois pontos de conexão em média tensão, dois transformadores e mais de um quilômetro de rede aérea em circuito duplo. Ao mesmo tempo, o sistema precisa responder em tempo real ao comportamento da carga para garantir a operação em grid zero. É um projeto que reúne escala, complexidade de engenharia e tecnologia de controle.
A expectativa é que a usina esteja totalmente operacional no primeiro trimestre de 2027.
O sucesso deste projeto pode servir como referência para outras indústrias que buscam eficiência energética e conformidade com metas globais de emissões, consolidando o modelo EaaS como uma das vias mais eficazes para a transição energética no setor produtivo brasileiro.















