A Justiça do Rio de Janeiro oficializou o fim da recuperação judicial da Light, reconhecendo o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de reestruturação da companhia energética.
Após um período de fiscalização rigorosa, a Light concluiu formalmente seu processo de reestruturação financeira. A decisão, proferida pelo Judiciário fluminense, atesta que a distribuidora de energia honrou os compromissos previstos entre junho de 2024 e junho de 2025. O parecer positivo do Ministério Público do Rio de Janeiro foi fundamental para o desfecho favorável da causa.
Em comunicado enviado ao mercado, a Light destacou que o encerramento marca uma nova etapa para a operação, que atende 31 municípios fluminenses. A empresa reiterou seu compromisso de manter total transparência com seus acionistas e o mercado financeiro enquanto finaliza as etapas remanescentes de sua reorganização administrativa.
Principais pilares da reestruturação
Para atingir essa etapa, a Light implementou um plano robusto de saneamento financeiro. Entre as ações de maior destaque estiveram a quitação integral e à vista de dívidas com mais de 27 mil credores de pequeno porte, além da renegociação de títulos internacionais e a entrega de novos instrumentos de crédito. A estratégia incluiu, ainda, um aporte significativo de capital atrelado à renovação da concessão da Light Serviços de Eletricidade.
A empresa declarou cumpridas todas as obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial verificadas durante o período de fiscalização
Impactos e próximos passos
Embora o processo de recuperação judicial tenha chegado ao fim, a companhia continua monitorando obrigações de longo prazo. Pontos específicos, como a conversão de debêntures em ações e o repasse de verbas de aumento de capital, permanecem no cronograma da operadora. A determinação judicial também impôs a retirada da menção ao estado de recuperação de todos os documentos oficiais da marca.
É importante ressaltar que a sentença mantém uma cláusula de segurança: caso as obrigações remanescentes não sejam observadas, a legislação prevê que os credores poderão buscar medidas de cobrança individualizada ou até mesmo solicitar a falência, conforme previsto em lei. A Light, que entrou com o pedido de socorro financeiro em 2023 devido a um passivo de cerca de R$ 11 bilhões, busca agora superar o histórico de instabilidade e os desafios estruturais, como o elevado volume de perdas decorrentes do furto de energia em sua área de atuação.
















