A gigante brasileira Moura e a chinesa CATL firmaram um acordo estratégico para competir no leilão de reserva de capacidade, focando em soluções de armazenamento de energia com tecnologia nacional.
O setor de energia no Brasil ganha um novo movimento estratégico com a aliança entre a tradicional fabricante de baterias Moura e a multinacional chinesa CATL. As duas companhias anunciaram uma colaboração inédita para disputar, de forma conjunta, o leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap), previsto para ocorrer no dia 2 de dezembro.
Este certame é um dos marcos mais aguardados do ano para o segmento de armazenamento energético, especialmente por exigir o cumprimento rigoroso de metas de conteúdo local. A união das empresas busca justamente equilibrar a expertise da CATL em sistemas avançados de armazenamento com a vasta capilaridade e o domínio das particularidades do mercado brasileiro que a Moura possui.
Foco em conteúdo nacional
A principal meta desta parceria é garantir que as soluções ofertadas atendam integralmente às exigências de nacionalização dos equipamentos. Ao combinar a inovação chinesa com a capacidade produtiva em solo nacional, o consórcio pretende se tornar um competidor robusto em um leilão que visa reforçar a segurança e a flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A parceria combina as soluções de armazenamento de energia da CATL com a experiência e o conhecimento do mercado brasileiro da Moura, tendo como objetivo viabilizar uma solução com produção nacionalizada, em conformidade com os requisitos de conteúdo local previstos no leilão.
Expansão da presença no país
Para a CATL, que já detém uma fatia expressiva de 45% no mercado brasileiro de armazenamento, este movimento consolida sua intenção de crescer ainda mais no país. A gigante chinesa já é uma fornecedora consolidada de tecnologia para grandes projetos de infraestrutura, incluindo o sistema pioneiro de baterias (BESS) em larga escala instalado pela ISA Energia Brasil na subestação de Registro, em São Paulo.
A expectativa do mercado é que a entrada de consórcios com foco em nacionalização movimente o cenário de investimentos em baterias de lítio. Com a proximidade do leilão em dezembro, o setor aguarda os próximos passos das empresas na estruturação de suas propostas, que devem definir o ritmo da expansão de sistemas de armazenamento de energia no Brasil nos próximos anos.
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