Projeções do PDE 2036 indicam que a geração distribuída de energia solar no Brasil pode saltar de 50 GW para 92 GW, exigindo cautela e planejamento dos investidores.
O setor elétrico brasileiro projeta um avanço significativo no uso da energia solar ao longo da próxima década. Estudos do PDE 2036 indicam que a modalidade de micro e minigeração distribuída pode quase dobrar sua capacidade no país.
Conforme dados da EPE e do MME, o volume instalado deve saltar de aproximadamente 50 GW em 2026 para impressionantes 92 GW até 2036. Esse panorama reflete uma transformação profunda na matriz energética nacional.
Apesar dos números expressivos, especialistas alertam que as estimativas representam cenários indicativos de mercado. Para consumidores e empresas, o retorno financeiro real continua dependendo das especificidades técnicas de cada projeto.
Aumento da demanda e transformação da matriz elétrica
A expansão da matriz impulsionará o consumo total de eletricidade no Brasil, previsto para alcançar 979 TWh em 2036, frente aos 702 TWh esperados para 2026. A eletrificação de processos e o avanço dos veículos elétricos impulsionam essa alta.
Esse crescimento sistêmico abre oportunidades para prestadores de serviços no segmento fotovoltaico. Atividades como elaboração de projetos, manutenção, adequação da rede interna e monitoramento devem registrar forte procura nos próximos anos.
Contudo, a viabilidade de novos sistemas solares exige análise rigorosa do perfil de consumo e das regras locais. A infraestrutura das distribuidoras e a capacidade de conexão em cada ponto da rede continuam sendo fatores decisivos.
“Ler a projeção como cenário, e não como promessa de venda ou economia, ajuda a avaliar investimentos com mais cautela.”
Regulamentação, custos e cuidados antes de investir
As diretrizes apresentadas no planejamento governamental não alteram as regras vigentes da conta de luz. A compensação de créditos e os regulamentos de acesso continuam sob a tutela da ANEEL.
Antes de fechar negócio, o consumidor deve solicitar simulações detalhadas que considerem impostos, consumo simultâneo e custos fixos da fatura. Projetos dimensionados apenas pela média mensal podem gerar frustrações quando o perfil de uso muda.
O período de contribuições públicas para o estudo organizado pelo MME e pela EPE vai até o dia 6 de novembro. O acompanhamento das decisões finais é fundamental para todos os agentes do setor elétrico.
Oportunidades reais exigem planejamento técnico
A trajetória rumo aos 92 GW de potência instalada desenha um horizonte promissor para o mercado de energia solar no Brasil. O avanço tecnológico e a busca por eficiência consolidam essa tendência em âmbito nacional.
Ainda assim, o sucesso individual de cada empreendimento dependerá da precisão das propostas comerciais e do rigor técnico na execução. Projeções nacionais balizam o mercado, mas decisões financeiras exigem dados locais e atuais.









