A Firjan defende a integração de diversas fontes energéticas como caminho essencial para a transição energética industrial, destacando a eficiência como fator crucial.
A transição energética no setor industrial deve priorizar a diversificação de fontes, combinando diferentes tecnologias para garantir a sustentabilidade e a competitividade. Essa é a visão defendida pela Firjan, que enfatiza a importância de ter um portfólio energético robusto para atender às complexas demandas da indústria e alcançar metas de redução de emissões.
A executiva Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Energias da Firjan, ressaltou, durante a EVEx Lisboa 2026, que a disponibilidade de múltiplas fontes de energia é fundamental. Ela explicou que nem todas as tecnologias são economicamente viáveis ou adequadas para todos os tipos de indústria. Portanto, quanto maior a diversidade de opções energéticas, mais resiliente e capaz a indústria se tornará para enfrentar seus desafios operacionais e ambientais.
A Estratégia da Diversificação Energética
A estratégia de integração de fontes energéticas busca maximizar a eficiência e a disponibilidade, permitindo que as indústrias se adaptem às mudanças e às exigências de descarbonização. A diversidade não apenas amplia as opções, mas também pode levar a uma maior segurança no suprimento energético, um fator crítico para a produção industrial contínua.
A Firjan aponta para o potencial do estado do Rio de Janeiro, que pode aliar o uso da energia nuclear com a exploração do gás natural proveniente do pré-sal e o desenvolvimento da energia eólica offshore. Essa combinação estratégica visa fortalecer a matriz energética local, aproveitando os recursos disponíveis e as novas tecnologias.
A gente tem hoje à disposição uma série de tecnologias, algumas já viáveis economicamente, outras ainda em processo de viabilização. E algumas delas são muito aderentes a algumas indústrias, outras nem tanto. Por isso, quanto mais diversidade a gente tiver, mais oportunidade de disponibilidade de energia, mais a indústria vai conseguir responder aos seus desafios.
Eficiência Energética: Um Pilar da Transição
Além da diversificação, a eficiência energética emerge como um componente igualmente vital no processo de descarbonização. Karine Fragoso destacou que, em muitos casos, a otimização do consumo energético pode ser até mais eficaz do que a simples substituição de fontes. Investir em tecnologias e práticas que reduzam o desperdício e aumentem a produtividade energética é um caminho prático e economicamente vantajoso.
Essa abordagem de eficiência contribui diretamente para a redução da pegada de carbono da indústria, alinhando as operações com os objetivos globais de sustentabilidade. A Firjan reforça que a transição energética não é um processo único, mas sim um conjunto de estratégias interligadas que devem considerar a viabilidade econômica e a disponibilidade de recursos.
O Papel Estratégico do Gás Natural e das Fontes Renováveis
O gás natural, por exemplo, é visto como um combustível de transição importante, com baixo índice de emissões em comparação com outras fontes fósseis. Ele desempenha um papel crucial como insumo para setores como a petroquímica e a produção de fertilizantes, além de oferecer segurança energética e suporte para a intermitência das energias renováveis, como a eólica e a solar.
A indústria de óleo e gás, em particular, possui um acúmulo de informações sobre emissões, e o Brasil se destaca por ter uma matriz energética globalmente considerada mais limpa. No entanto, o país ainda enfrenta desafios relacionados ao baixo consumo per capita de energia e à necessidade de expandir sua capacidade para atender à demanda crescente.
A Firjan enfatiza que a viabilidade econômica é um fator determinante para que as soluções energéticas, incluindo a diversificação e a eficiência, sejam acessíveis tanto para a indústria quanto para o setor agrícola, promovendo um desenvolvimento mais sustentável em larga escala.











