O grupo Energisa oficializou a venda de cinco ativos de transmissão para a Taesa, em uma operação avaliada em 2,4 bilhões de reais que visa otimizar o capital da companhia.
O mercado de energia brasileiro registrou um movimento estratégico importante nesta quarta-feira, 12 de agosto. A Energisa concluiu a transferência de cinco ativos de transmissão de energia para a Taesa, após o aval definitivo de órgãos reguladores como a ANEEL e o CADE.
O negócio, que engloba a assunção de dívidas líquidas, marca uma etapa fundamental na estratégia de alocação de recursos do grupo vendedor.
Para a Energisa, a transação foi celebrada com um múltiplo superior ao avaliado pelo mercado, refletindo o valor agregado durante o período de desenvolvimento e operação dos empreendimentos.
A iniciativa, combinada com outras movimentações financeiras recentes, permitiu uma redução significativa na alavancagem da empresa.
Maurício Botelho, CFO da Energisa, destacou:
A venda desses ativos maduros traduz o que entendemos por disciplina na alocação de capital: construir bem, operar bem e reciclar o capital quando o valor que ele tem para o comprador é superior ao valor que ele agrega dentro do nosso portfólio.
Expansão e sinergia para a Taesa
A Taesa assume agora ativos com cerca de 22 anos de concessão remanescente, abrangendo 1.305 km de linhas e 12 subestações estrategicamente localizadas nos estados de Tocantins, Pará, Goiás e Bahia.
A aquisição amplia em 33% a capacidade de transformação da companhia, reforçando sua robustez no Sistema Interligado Nacional.
A expectativa da diretoria da Taesa é capturar sinergias operacionais imediatas, aproveitando a complementaridade geográfica com os ativos que a empresa já detém.
O impacto na Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2025-2026 é estimado em 305 milhões de reais.
Rinaldo Pecchio, diretor-presidente da Taesa, afirmou:
Os novos ativos terão grande relevância no portfólio da Taesa, trazendo complementaridade e sinergia. Com essa aquisição, fortalecemos nosso posicionamento como um importante agente de integração do sistema de transmissão de energia no país.
O detalhamento dos ativos adquiridos
A integração desses projetos consolida o papel da Taesa como uma das principais operadoras do setor de transmissão. Os ativos incluídos no contrato são:
- EGO I (Goiás): 136 km de linhas e duas subestações (RAP de 57 milhões de reais).
- EPA I (Pará): 296 km de extensão e duas subestações (RAP de 71 milhões de reais).
- EPA II (Pará): 139 km de extensão e três subestações (RAP de 58 milhões de reais).
- ETT (Tocantins/Bahia): 734 km de extensão e quatro subestações (RAP de 99 milhões de reais).
- ETT II (Tocantins): Subestação dedicada (RAP de 6 milhões de reais).
Com essa transação, a Energisa foca na reciclagem de capital para novos projetos, enquanto a Taesa fortalece sua infraestrutura elétrica nacional, projetando maior eficiência para os próximos anos.
O mercado agora observa como essa alocação de recursos impactará os resultados financeiros de ambas as empresas nos próximos trimestres.


















