A TAESA consolidou um desempenho operacional robusto no primeiro semestre de 2026, impulsionada pela entrada em operação de novos ativos de transmissão e uma gestão rigorosa de custos.
A TAESA reportou um EBITDA de R$ 1,14 bilhão nos primeiros seis meses de 2026, um crescimento de 10,5% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O resultado foi sustentado, em grande parte, pela expansão da Receita Líquida Regulatória, que registrou uma alta de 9,5% no período.
O aumento na receita reflete a entrada em operação de projetos estratégicos, incluindo o início das atividades das concessões Pitiguari, Saíra e Ananaí, além de entregas parciais em Tangará e reforços relevantes nas instalações de TSN, São Pedro e ATE.
Eficiência Operacional em Foco
A transmissora manteve um índice de disponibilidade de 99,91% em seus ativos, evidenciando a alta confiabilidade do sistema. As perdas operacionais, medidas pela Parcela Variável (PV), mantiveram-se em patamares baixos, correspondendo a apenas 0,73% da Receita Anual Permitida (RAP).
“A capacidade de integrar ativos adicionais sem elevar os custos na mesma proporção é um dos principais vetores para preservar as margens do negócio de transmissão”, aponta a companhia. De fato, o controle das despesas operacionais — como pessoal, material e serviços — superou a inflação, garantindo que o avanço do portfólio não pressionasse a estrutura de gastos.
Investimentos e Crescimento Inorgânico
O CAPEX da empresa recuou 40,5%, totalizando R$ 445,3 milhões no semestre. Essa redução é um reflexo direto da maturidade de diversos projetos que, agora em fase operacional, exigem menos aporte de capital.
Além dos projetos greenfield, a estratégia de crescimento da TAESA inclui aquisições. Em maio, a companhia fechou contrato para incorporar cinco novas concessões de transmissão, com conclusão prevista para o terceiro trimestre. A transação deve elevar a capacidade de transformação instalada em 33% e adicionar R$ 305,1 milhões à RAP anual.
Desafios no Resultado Final
Apesar do sucesso operacional, o lucro líquido regulatório fechou o semestre em R$ 399,4 milhões, uma queda de 16,4% frente a 2025. O recuo é atribuído ao cenário macroeconômico e ao aumento das despesas financeiras, que impactaram a última linha do balanço.
Mesmo com o desafio financeiro, a empresa mantém uma margem EBITDA expressiva de 85,4%. Para o restante de 2026, o foco da TAESA está na captura de sinergias a partir das novas aquisições e na manutenção da eficiência operacional que caracteriza seus ativos no Sistema Interligado Nacional (SIN).
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