Rodoviários do DF reúnem-se hoje para definir rumos da greve e impactar mobilidade urbana.
A categoria dos rodoviários do Distrito Federal se encontra em um momento decisivo neste domingo, 27 de setembro.
Uma assembleia geral extraordinária está agendada para ocorrer no Conic,
onde os trabalhadores decidirão sobre a manutenção ou não da greve anunciada para a próxima segunda-feira, 28 de setembro.
O transporte público do DF pode sofrer uma paralisação a qualquer momento.
O clima é de apreensão entre as centrais sindicais e as empresas de ônibus da capital.
A proposta salarial apresentada pelas concessionárias no último sábado,
que previa um reajuste de 1%, foi considerada insuficiente e rejeitada pela maioria dos trabalhadores.
Impasse nas negociações pode levar a paralisação
As negociações entre os rodoviários e as empresas têm sido longas e marcadas por divergências significativas.
De um lado, as empresas apresentaram uma oferta de reajuste salarial de 6%,
um acréscimo de 7% no ticket-alimentação ou cesta básica,
11,88% para planos de saúde e odontológico,
e um aumento para R$ 48 mil no seguro de vida.
Do outro lado, os trabalhadores reivindicam um aumento salarial de 8%,
10% para os benefícios de alimentação e 12% no auxílio-saúde.
A questão da manutenção dos postos de trabalho, especialmente para os cobradores,
e o pagamento dos valores retroativos a agosto,
com pagamento previsto para outubro, também são pontos cruciais nas discussões.
Histórico de tensões e possíveis desdobramentos
Este impasse não é novo.
Após mais de dez rodadas de negociações iniciadas em julho,
a categoria já havia aprovado a possibilidade de greve em 20 de setembro,
sinalizando o descontentamento com as propostas anteriores.
Caso a decisão de hoje seja pela paralisação,
uma nova assembleia já está marcada para a quarta-feira, 30 de setembro,
para discutir os desdobramentos.
O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal colocou ônibus à disposição
para o transporte dos trabalhadores até o local da assembleia.
Medidas preventivas em escolas reforçam impacto da possível greve
A iminência de uma greve no transporte público já começa a gerar efeitos colaterais.
Algumas instituições de ensino na capital optaram,
por medida de precaução, pela suspensão das aulas na segunda-feira.
A intenção é evitar transtornos para alunos, professores e funcionários,
com a reposição das aulas prevista ainda para este período letivo.
A decisão de hoje, portanto, não afeta apenas a mobilidade urbana,
mas também a rotina de milhares de famílias no DF.














