A Taesa energiza trechos cruciais dos projetos Tangará e Ananaí, impulsionando a infraestrutura de transmissão e adicionando significativos R$ 142 milhões à sua Receita Anual Permitida.
A Taesa, uma das principais concessionárias de transmissão de energia elétrica do Brasil, alcançou um marco importante no fortalecimento da infraestrutura energética nacional. A empresa recebeu do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a liberação para operar novos segmentos de seus empreendimentos Tangará e Ananaí, projetos 100% sob seu controle.
Essa energização antecipada não só reforça a capacidade do sistema, mas também gera um impacto financeiro positivo imediato, com um acréscimo robusto de R$ 142 milhões na Receita Anual Permitida (RAP) da companhia. Tal avanço é fundamental para a expansão e segurança do fornecimento de energia em regiões estratégicas do país.
Expansão e Eficiência em Ananaí
O projeto Ananaí, que interliga os estados de São Paulo e Paraná, teve a energização das linhas de transmissão (LTs) de 500 kV Ponta Grossa / Assis C1 e C2. Este movimento estratégico resultou em um incremento de aproximadamente R$ 123,6 milhões na RAP do empreendimento, com efeito retroativo a 27 de julho de 2026.
Com esta etapa, a RAP de Ananaí salta para cerca de R$ 168,7 milhões, atingindo quase 97,3% da receita total prevista, já considerando os valores para o ciclo 2026-2027 e os encargos de PIS/Cofins. O complexo, arrematado no leilão de transmissão nº 02/2022, representa um investimento de R$ 1,7 bilhão, contando com 363 quilômetros de linhas de transmissão de 500 kV e 525 kV e quatro subestações, e foi colocado em operação parcial com até dez meses de antecedência em relação ao prazo estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Progresso Acelerado no Projeto Tangará
Similarmente, o projeto Tangará, que conecta os estados do Pará e Maranhão, viu a energização da Subestação de Encruzo Novo e da LT 230 kV Encruzo Novo – Santa Luzia III C1. Este avanço adiciona R$ 18,3 milhões à sua RAP, também com efeitos a partir de 27 de julho de 2026.
A RAP total de Tangará alcança agora R$ 104,5 milhões, o que corresponde a 92% da receita total esperada. Com um investimento estimado em R$ 1,1 bilhão, o projeto abrange mais de 265 quilômetros de rede de transporte, incluindo trechos em circuito duplo, e a instalação de múltiplas subestações. O destaque fica por conta da antecipação, com a entrega parcial ocorrendo entre 20 e 25 meses antes do prazo regulatório estabelecido pela Aneel, que era março de 2028.
A antecipação na entrega destes projetos estratégicos é um testemunho do compromisso da Taesa com a eficiência e a robustez da malha de transmissão nacional. Esta agilidade contribui diretamente para a segurança energética e para a integração de novas fontes, impulsionando a transição para uma matriz mais sustentável.
A energização dos projetos Ananaí e Tangará representa um ganho significativo não apenas para a Taesa, que consolida sua posição financeira com a nova RAP, mas para todo o setor elétrico brasileiro. O fortalecimento da infraestrutura de transmissão é vital para a confiabilidade do sistema e para o escoamento da energia gerada, especialmente de fontes limpas e renováveis.
Esses avanços sinalizam um cenário promissor para o suprimento de energia no Brasil, com a Taesa cumprindo prazos desafiadores e contribuindo ativamente para a modernização e a segurança da rede. A continuidade desses investimentos e entregas antecipadas são pilares para o desenvolvimento sustentável do país, garantindo que mais regiões tenham acesso a uma energia de qualidade e confiável no futuro.























