O Ministério das Comunicações destacou no Rio de Janeiro a urgência de integrar satélites, fibra óptica e redes móveis para universalizar a internet no país.
A vasta extensão territorial do Brasil impõe desafios logísticos complexos para a expansão da infraestrutura digital. Durante a abertura do 25º Congresso Latino-Americano de Satélites, o ministro Frederico de Siqueira Filho apontou que a tecnologia espacial é um pilar indispensável para levar conectividade a áreas remotas, complementando as redes terrestres tradicionais.
O evento reuniu autoridades governamentais, representantes das Forças Armadas e gigantes globais do setor, como Telebras, SES e Telesat. No centro dos debates esteve a necessidade de unir esforços públicos e privados para acelerar a inclusão digital e garantir a soberania tecnológica nacional.
Investimentos e Avanços na Infraestrutura
Para viabilizar essa meta de universalização, o governo federal tem apostado em aportes robustos. O programa Novo PAC destina mais de R$ 23 bilhões para impulsionar a conectividade em todo o território nacional, contemplando frentes que vão desde a educação até a expansão da rede móvel.
Os reflexos desses recursos já aparecem em números expressivos. Na região amazônica, o projeto Norte Conectado já beneficia cerca de 3 milhões de cidadãos por meio de infovias subfluviais. Além disso, mais de 109 mil escolas públicas contam hoje com acesso à banda larga e conexão Wi-Fi.
Inovação Tecnológica e Soberania
A malha de cobertura móvel nacional atinge os 5.570 municípios brasileiros, alcançando 94,67% da população. O avanço da tecnologia 5G já marca presença em cerca de 2 mil cidades, enquanto o sinal 4G foi levado a 2,6 mil localidades rurais, impulsionando setores produtivos como o agronegócio e a mineração com o uso de IoT.
A integração entre diferentes órbitas de satélites e as redes terrestres é o único caminho viável para superar as barreiras geográficas e garantir que nenhum brasileiro fique offline.
Como desdobramento estratégico para a segurança nacional, o governo confirmou o andamento do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-2). Gerenciado pela Telebras dentro do SSDC, o equipamento reforçará a proteção de dados sensíveis e comunicações governamentais críticas nos próximos anos.















