Elea Data Centers garante que novo polo tecnológico em Belém respeitará normas ecológicas rigorosas e assegura que projeto não trará déficit energético à região amazônica.
A expansão da infraestrutura digital na região Norte do país ganha novos contornos com os esclarecimentos prestados pela Elea Data Centers sobre o projeto BEL1. Planejado para ser instalado na capital paraense, o empreendimento busca impulsionar a soberania tecnológica local, respondendo diretamente às demandas de órgãos públicos e empresas que atualmente dependem de servidores situados no Sudeste.
Com um aporte inicial estimado em R$ 250 milhões, a iniciativa visa preencher uma lacuna histórica na conectividade regional, embora sua concepção tenha exigido um diálogo mais próximo com a sociedade civil e órgãos de controle.
O projeto prevê uma capacidade inicial de 7,5 megawatts, com possibilidade de expansão futura conforme a evolução do mercado. Diante de questionamentos levantados por moradores e pelo Ministério Público do Estado do Pará, a companhia reforçou o compromisso com a transparência e com a rigores do cumprimento legal antes do início das obras, cuja previsão de conclusão aponta para o final de 2028.
Compromisso com a sustentabilidade e matriz limpa
A localização escolhida para o empreendimento fica nas proximidades da subestação Miramar, em uma área estratégica que exigirá cautela redobrada. O CEO da companhia, Alessandro Lombardi, reconheceu que o rigor ecológico na Amazônia deve superar os padrões aplicados em zonas industriais tradicionais do país.
Para mitigar preocupações relacionadas a recursos naturais, a empresa assegurou que o sistema de refrigeração não fará captação de água dos rios locais. Além disso, o suprimento elétrico será totalmente proveniente de fontes limpas, amparado por um contrato de energia renovável firmado com a Axia.
Alessandro Lombardi afirmou:
“A gente vai seguir à risca o processamento de todo o licenciamento ambiental que vai ser necessário”
Impacto energético e inclusão digital no Norte
Outro ponto central rebatido pela diretoria envolve o temor de sobrecarga no sistema elétrico paraense. Segundo a empresa, a demanda inicial de 7,5 MW equivale ao patamar de consumo energeticamente inferior ao de um centro de compras de médio porte, descartando riscos de desabastecimento para os consumidores residenciais.
A infraestrutura pretende aproximar o processamento de dados de universidades como a UFPA e de provedores locais de internet. A proposta é mitigar a desigualdade digital enfrentada pelos estados nortistas, descentralizando a tecnologia que hoje se concentra fortemente no eixo sudeste.
Enquanto os estudos preliminares avançam rumo à fase de licenciamento, a equipe jurídica da corporação mantém conversas abertas com as comunidades do entorno e com o Ministério Público. O objetivo é alinhar expectativas e garantir que o desenvolvimento tecnológico caminhe lado a lado com a preservação socioambiental da região.















