Brasil registra marca histórica de R$ 47,9 bilhões na produção florestal em 2025, impulsionado pela expansão da silvicultura e forte demanda por energia limpa e celulose.
O setor florestal brasileiro alcançou um patamar inédito em 2025, movimentando R$ 47,9 bilhões, conforme apontam os dados oficiais da PEVS divulgados pelo IBGE. Esse resultado expressivo coroa o avanço contínuo das árvores cultivadas no país, que desempenham um papel cada vez mais central na matriz de energia sustentável e na indústria de base.
O crescimento de 6,7% em relação ao ciclo anterior evidencia a força da economia verde nacional. Enquanto a extração em matas nativas apresentou retração, as áreas de cultivo comercial ganharam espaço expressivo, consolidando o Brasil como referência global no manejo florestal de alta produtividade.
A Força da Silvicultura e a Transição Energética
As florestas plantadas foram o grande motor desse desempenho econômico, respondendo por expressivos 85,6% de toda a receita gerada pelo setor. A silvicultura alcançou a marca de R$ 41 bilhões, registrando uma alta de 8,6%, ao passo que a extração vegetal recuou para R$ 6,9 bilhões.
Esse movimento reforça a migração definitiva para modelos produtivos industriais e renováveis, essenciais para a fabricação de biocombustíveis, carvão vegetal sustentável e celulose. No total, a atividade está presente em quase 4.900 municípios brasileiros, cobrindo uma área superior a 10 milhões de hectares dedicados ao manejo ecológico.
A consolidação das florestas plantadas demonstra que a bioeconomia brasileira avança em bases sólidas, unindo competitividade industrial e responsabilidade ambiental de longo prazo.
Liderança Territorial e Produtos em Destaque
O estado de Minas Gerais manteve a liderança isolada no cenário nacional, concentrando R$ 9,2 bilhões na silvicultura e abrigando 2,3 milhões de hectares de áreas verdes cultivadas. O território mineiro também se destaca na produção de carvão vegetal, insumo fundamental para a siderurgia verde.
Entre os produtos comercializados, a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose liderou o faturamento, atingindo R$ 17,6 bilhões. O eucalipto e o pinus continuam soberanos na paisagem produtiva, ocupando mais de 96% de toda a extensão de florestas comerciais do país.
Diante desse cenário de expansão, o setor florestal brasileiro projeta novos recordes para os próximos anos, impulsionado pelas exigências globais de transição energética e descarbonização industrial. A capacidade de unir o suprimento de energia renovável com a preservação de biomas nativos posiciona o país na vanguarda do desenvolvimento sustentável mundial.














