A Câmara dos Deputados avançou com uma medida estratégica para corrigir desigualdades no financiamento escolar, propondo um novo cálculo de recursos adaptado à realidade da região amazônica.
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais deu um passo importante ao validar um projeto de lei que institui o Fator de Custo Amazônico (FCA). O objetivo central da iniciativa é ajustar os critérios de transferência de verbas da União destinadas à educação básica, levando em conta os desafios logísticos e as particularidades geográficas que encarecem a manutenção do ensino dentro da Amazônia Legal.
Atualmente, o modelo de repasse de verbas públicas foca majoritariamente em estatísticas como número de alunos e indicadores sociais. Com a implementação do FCA, o cálculo passará a considerar gastos operacionais críticos, como o transporte escolar em trajetórias complexas, além das elevadas despesas com energia e conectividade. Essa mudança visa garantir suporte financeiro adequado para instituições situadas em áreas ribeirinhas, reservas indígenas e outras localidades de difícil acesso.
Integração ao Fundeb e próximos passos legislativos
A proposta legislativa prevê a inclusão desse novo coeficiente nas diretrizes que regem o Fundeb e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A mudança busca transformar a gestão financeira escolar, tornando-a mais equânime e sintonizada com as necessidades reais dos gestores locais na região norte do país.
Como o projeto possui tramitação em caráter conclusivo, ele seguirá agora para uma rigorosa análise nas comissões de Educação, Finanças e Tributação, além da Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso receba o aval dos parlamentares, a medida representará um marco no financiamento educacional, compensando as disparidades que, historicamente, afetam o sistema de ensino na região. A definição técnica de como esses índices serão aplicados caberá, posteriormente, ao Ministério da Educação.






















