O Operador Nacional do Sistema Elétrico revisou para baixo a estimativa de demanda de energia para outubro, ajustando os números após um setembro marcado por clima atípico e chuvas volumosas.
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) ajustou suas projeções para o consumo de energia no Brasil. A estimativa de crescimento da carga para outubro no SIN (Sistema Interligado Nacional) foi reduzida de 6,7% para 4%, situando a expectativa em 85.274 MW médios. A mudança foi comunicada durante a reunião do PMO (Programa Mensal da Operação), realizada na última quinta-feira (24).
A revisão reflete um comportamento de mercado diferente do previsto para setembro. O período apresentou temperaturas abaixo da média e chuvas intensas, especialmente no Sul e Sudeste, o que freou o consumo esperado pelo setor. Como resultado, o mês de setembro deve encerrar com uma carga de 83.136 MW médios, ficando 2,3% abaixo do projetado anteriormente pelo operador.
O que esperar para o final do ano
Apesar da desaceleração pontual, o ONS mantém o otimismo para o último trimestre de 2026. A previsão é que a normalização das temperaturas, com o esperado aumento do calor no Sudeste e Centro-Oeste, impulsione o consumo de energia. Para novembro, a projeção de carga no SIN subiu, apontando para uma alta de 9,34% na comparação anual, alcançando 89.566 MW médios.
Apesar de ajustes pontuais, o setor elétrico brasileiro projeta para todo o ano de 2026 um crescimento consolidado de 4,29% na média de carga do sistema, ancorado por um desempenho robusto nas regiões Norte e Nordeste, que seguem superando as estimativas de demanda energética.
Desempenho regional do SIN
O cenário de consumo é heterogêneo entre os subsistemas. Enquanto o Sudeste/Centro-Oeste e a região Sul tiveram suas previsões de crescimento para outubro reduzidas, o Nordeste e o Norte apresentaram um comportamento de alta superior ao esperado anteriormente.
O Nordeste, em particular, deve liderar a expansão em outubro com um aumento de 8,89% na carga. Já o Norte segue na mesma trajetória, com estimativa de crescimento de 8,48%. O ONS continua monitorando os efeitos de fenômenos climáticos, como o El Niño, que devem ditar o ritmo da demanda energética à medida que as temperaturas se elevam nos próximos meses. Com essas projeções, o setor se prepara para garantir o abastecimento frente a uma retomada mais vigorosa no consumo prevista para o fechamento do ano.
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