As maiores petroleiras do mundo alcançam metas de descarbonização em 2025 mesmo registrando alta na produção global de óleo e gás.
As principais gigantes globais do setor de combustíveis fósseis conseguiram alcançar uma importante meta ambiental de forma antecipada. O grupo responsável por cerca de um quarto da extração mundial de energia fóssil reduziu expressivamente a poluição gerada em suas operações de exploração.
A conquista chama atenção especialmente porque ocorreu em um cenário de expansão nas atividades industriais. Enquanto os índices de poluição caíram, o volume diário extraído pelas companhias apresentou alta no período analisado.
O avanço na sustentabilidade do upstream
As doze companhias que compõem a OGCI conseguiram baixar a intensidade agregada de carbono nas atividades de extração para 16,5 quilos de dióxido de carbono por barril equivalente. O patamar ficou abaixo do teto voluntário estabelecido para o período, que previa um limite de 17 quilos.
Entre os nomes de peso que integram o bloco estão a brasileira Petrobras, além de gigantes globais como Aramco, Shell, ExxonMobil e TotalEnergies. A melhora nos indicadores ambientais foi atribuída a iniciativas como a eletrificação de plantas, corte na queima de gás e maior rigor no monitoramento de vazamentos.
As emissões diretas de gases do efeito estufa nas fases iniciais de produção despencaram 28% na comparação com o ano base de 2017, atingindo a marca de 260 milhões de toneladas. Além disso, o índice de vazamento de metano permaneceu estagnado abaixo de 0,2% pela quinta temporada seguida.
Investimentos bilionários e crescimento na extração
Apesar dos avanços na pauta verde, a produção das empresas associadas à OGCI teve um acréscimo de 3%, alcançando uma média de 43,4 milhões de barris diários. Para equilibrar a alta na oferta com o compromisso climático, o grupo direcionou recursos robustos para iniciativas de transição energética.
No acumulado recente, os aportes em tecnologias de baixo carbono, pesquisa e projetos de descarbonização já somam cifras bilionárias. A estratégia inclui o desenvolvimento de dezenas de polos dedicados à captura e armazenamento de carbono.
Esses resultados dão à OGCI uma plataforma sólida para construir, à medida que refinamos nosso foco em entregar mais avanços até 2030
O próximo grande desafio do setor será cumprir as metas ainda mais rígidas estipuladas para o final da década. Líderes da iniciativa reforçaram que a prioridade envolve zerar a queima rotineira de gás e derrubar drasticamente a liberação de metano até 2030, ampliando o diálogo com outras corporações do mercado de energia limpa.
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