A EDF Power Solutions consolida sua presença no mercado brasileiro com a inauguração de um centro de gestão remota no Rio de Janeiro, alcançando a marca de 1 GW sob controle.
A transição energética ganha um novo fôlego operacional no Brasil. A EDF Power Solutions, braço da gigante francesa EDF, oficializou a abertura do seu primeiro Centro de Operações de Sistema (COS) na América Latina, localizado estrategicamente no Rio de Janeiro. A iniciativa marca uma mudança de paradigma na forma como a companhia supervisiona seu complexo portfólio de geração renovável.
Ao centralizar o monitoramento em tempo real, a empresa abandona a gestão fragmentada em prol de uma visão unificada e tecnológica. Este novo hub permite integrar dados estratégicos à prática cotidiana nas usinas, otimizando o desempenho dos ativos e mitigando riscos operacionais em um cenário onde a eficiência é o diferencial competitivo.
Tecnologia e agilidade no setor elétrico
O projeto, que começou a sair do papel em março, atingiu um marco crucial em agosto, quando as usinas fotovoltaicas de Pirapora (MG) foram plenamente integradas ao sistema. Com a inclusão das usinas hidrelétricas de Sinop (MT) e Dardanelos (MT), a central já gerencia mais de 1 GW de potência instalada.
A modernização não é apenas técnica, mas fundamental para a cultura organizacional da empresa frente às oscilações do mercado.
“Essa é uma conquista importante que traz competitividade e aproxima a estratégia da operação, em um momento de maior complexidade do mercado e do sistema elétrico brasileiro”
destaca Luísa Moreira, líder de operações da companhia no país. Segundo a executiva, a capacidade de resposta remota é o caminho sem volta para garantir a segurança e a rentabilidade dos empreendimentos de energia limpa.
Rumo aos 2,1 GW de capacidade
O horizonte da EDF Power Solutions é ambicioso. O cronograma da organização prevê que, até o encerramento de 2026, a totalidade de seus ativos — englobando parques eólicos, plantas solares e linhas de transmissão — esteja sob o monitoramento do novo COS.
Com essa expansão, a capacidade instalada sob gestão remota saltará para 2,1 GW. Atualmente, a empresa mantém uma presença geográfica diversificada, com projetos ativos em estados como Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraíba. Ao apostar na digitalização e no controle centralizado, a EDF reforça seu compromisso com a transição energética nacional, preparando sua infraestrutura para os desafios de um sistema cada vez mais descentralizado e interconectado.
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