A Aneel oficializou o diretor Gentil Nogueira como relator dos leilões de baterias de dezembro, um marco decisivo para a integração do armazenamento de energia na rede nacional.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avançou na estruturação dos primeiros leilões voltados exclusivamente para sistemas de armazenamento de energia via baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems). O sorteio realizado nesta segunda-feira (13) designou o diretor Gentil Nogueira para conduzir os processos que definirão as minutas dos editais e as diretrizes regulatórias para essa modalidade.
Esta movimentação marca o início de uma fase técnica essencial para a implementação dos certames previstos para o final de 2026. A meta é integrar essas tecnologias ao Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo maior resiliência ao suprimento elétrico diante da expansão das fontes renováveis variáveis, como a energia solar e a eólica.
Dois caminhos para a inovação no setor
A atuação de Nogueira se dividirá em duas frentes distintas, refletindo a estratégia do Ministério de Minas e Energia (MME) para equilibrar o desenvolvimento industrial e a eficiência econômica. Uma das frentes foca no leilão com exigência de conteúdo local, visando fomentar a cadeia produtiva brasileira, enquanto a outra foca na concorrência internacional aberta.
Ambos os certames, regidos pela Portaria Normativa nº 136/2026, possuem datas marcadas para dezembro: o primeiro, voltado ao armazenamento nacional, acontece no dia 2, e o segundo, de livre concorrência, no dia 4. A expectativa é que os empreendimentos vencedores entrem em operação comercial a partir de 2028.
A definição da relatoria é vista pelo mercado como um sinal positivo para a segurança jurídica, essencial para destravar os vultosos investimentos necessários na transição energética do país.
Flexibilidade e futuro do sistema elétrico
O papel de Gentil Nogueira será central na elaboração dos votos que irão nortear as consultas públicas. O relator deverá definir pontos críticos, como preços-teto, critérios de conexão e os mecanismos de remuneração que tornarão esses projetos viáveis e atrativos.
A introdução das baterias em larga escala no SIN permitirá que o sistema lide melhor com a intermitência das fontes renováveis, reduzindo a dependência do despacho de termelétricas em horários de pico. O impacto esperado é um sistema mais flexível e preparado para absorver os excedentes de geração, consolidando a infraestrutura elétrica brasileira para os desafios da próxima década.






















