Gentil Nogueira adia recurso da TermoG no LRCAP 2026 na Aneel

Gentil Nogueira adia recurso da TermoG no LRCAP 2026 na Aneel
Gentil Nogueira adia recurso da TermoG no LRCAP 2026 na Aneel - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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O processo decisório sobre a permanência da UTE Garuva no LRCAP 2026 foi pausado na Aneel após um pedido de vista, visando alinhar o julgamento a outros casos semelhantes.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu nesta terça-feira, 11 de agosto, a análise de um recurso crucial para o futuro da UTE Garuva. O impasse no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2026 ocorreu após o diretor Gentil Nogueira solicitar vista do processo, interrompendo a votação que definia a permanência ou não do projeto no certame.

Até a paralisação, o relator do caso, Fernando Mosna, manifestou-se pelo indeferimento do pleito apresentado pela TermoG. O posicionamento de Mosna confirmava a inabilitação da geradora, mantendo a decisão que retirou o empreendimento de 88,2 MW, localizado em Santa Catarina, da lista de vencedores do leilão que prevê suprimento a partir de 2029.

Entenda o motivo da desclassificação

A exclusão da UTE Garuva do LRCAP 2026 está fundamentada em um parecer técnico da Comissão Permanente de Leilões (CEL). Segundo o órgão regulador, o projeto falhou em cumprir exigências de saúde financeira definidas em edital.

O regulamento exige que as SPEs participantes comprovem um Patrimônio Líquido (PL) equivalente a, pelo menos, 10% do Valor de Investimento (VTI) total da usina. Na análise da Aneel, a TermoG não apresentou a comprovação necessária, o que culminou na inabilitação formal da empresa durante as etapas de checagem.

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Alinhamento jurídico e próximos passos

A decisão de Gentil Nogueira em pedir mais tempo para análise não é isolada. O diretor justificou a necessidade de aguardar para trazer ao colegiado uma visão integrada sobre o tema, visto que relata um processo paralelo envolvendo a Evolution Power Partners (EPP).

“A intenção é alinhar o entendimento do colegiado e trazer ambas as matérias para deliberação simultânea em sessão futura”, destacou a diretoria.

O caso da EPP guarda semelhanças jurídicas diretas com o da TermoG, especialmente no que tange aos critérios de habilitação econômica e desclassificação de térmicas ligadas aos consórcios ION. Com o adiamento, o mercado aguarda uma posição definitiva da agência, que deve buscar uniformizar suas decisões para casos de natureza financeira idêntica, garantindo maior segurança regulatória aos próximos leilões de energia.

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