A FenaSaúde e o britânico NICE realizaram um encontro estratégico em Brasília para alinhar práticas de avaliação de tecnologias médicas e garantir maior eficiência no setor de saúde suplementar.
A FenaSaúde promoveu, recentemente, um diálogo de alto nível com especialistas do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), renomada instituição do Reino Unido. O objetivo central do encontro, sediado no Instituto Consenso, foi aprofundar as discussões sobre a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e seu impacto no mercado brasileiro.
O intercâmbio técnico focou em superar os desafios práticos da inclusão de tratamentos inovadores, destacando a necessidade urgente de unir avanços científicos à viabilidade econômica dos planos de saúde. A iniciativa contou com o apoio e a participação de lideranças da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Abramge e de técnicos britânicos que trouxeram suas experiências internacionais para o cenário nacional.
Cooperação internacional para a inovação
A reunião serviu de palco para a troca de metodologias sobre a geração de evidências, essencial para que a incorporação de novas terapias ocorra de forma assertiva e segura. O setor de saúde suplementar enfrenta, hoje, o desafio de absorver constantes inovações sem comprometer a estabilidade financeira das operadoras e a qualidade do atendimento ao beneficiário final.
“Este intercâmbio técnico é fundamental para aprimorar os nossos processos de análise no Brasil, buscando sempre o equilíbrio necessário entre a oferta de tecnologias de ponta e a sustentabilidade financeira das instituições de saúde.”
Projeções e impactos futuros
Ao estabelecer esta ponte com o NICE, que é referência mundial em critérios de custo-efetividade, a FenaSaúde busca qualificar o debate sobre o que deve ser priorizado na assistência médica privada. A expectativa é que, a partir desse compartilhamento de conhecimento, o Brasil consiga desenhar modelos de decisão mais robustos e baseados em evidências globais.
O alinhamento entre as entidades participantes reforça a importância da cooperação técnica para a modernização do sistema. Nos próximos passos, espera-se que as diretrizes discutidas possam influenciar as próximas rodadas de revisão de protocolos de cobertura, colocando o Brasil em um patamar de maior rigor científico e previsibilidade no setor de tecnologia médica.












