Em sabatina, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) contesta a atuação da Petrobras no setor de gás e sinaliza possibilidade de desinvestimento no segmento, ao mesmo tempo em que descarta privatizações estratégicas.
Durante entrevista concedida à GloboNews nesta sexta-feira (7/8), o presidenciável Ronaldo Caiado apresentou suas diretrizes para a gestão de estatais. O governador de Goiás, que concorre ao Palácio do Planalto, estabeleceu uma distinção clara entre os ativos da Petrobras, separando a expertise técnica da empresa em águas profundas das operações no mercado de gás natural.
Para o candidato, o desempenho da estatal no fornecimento de gás é insuficiente, o que justifica, sob sua ótica, uma reestruturação. “A Petrobras está deixando muito a desejar na área de gás”, declarou o postulante, abrindo espaço para a eventual venda de ativos vinculados a essa frente de negócio caso vença as eleições de 2026.
Distinção entre competências estratégicas
Apesar das críticas ao setor de gás, Caiado fez questão de ressalvar o valor tecnológico da companhia. Ele reconheceu a excelência da estatal na exploração de petróleo em águas profundas, classificando a empresa como uma referência mundial neste campo específico, o que exclui, portanto, qualquer intenção de privatizar essa parcela do negócio.
“Agora, você não pode desconhecer que a Petrobras, em relação a águas profundas, é a top do mundo hoje. Eu acho que (privatizaria) segmentos do gás, não a parte de águas profundas.”
Manutenção de bancos públicos
Ao ser provocado sobre a política para o setor financeiro estatal, o candidato afastou planos de privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Na visão de Caiado, estas instituições desempenham um papel social indispensável, especialmente na capilaridade do crédito em regiões do país que carecem de serviços bancários privados.
O presidenciável destacou que, a seu ver, o Banco do Brasil atua como uma ferramenta estratégica para promover a inclusão financeira e o desenvolvimento regional, reforçando que a manutenção dessas empresas sob controle estatal é um compromisso de sua eventual gestão.
O debate reflete a busca dos candidatos por um equilíbrio entre a eficiência operacional das companhias de capital misto e a preservação de funções sociais consideradas vitais para a economia brasileira. Nos próximos meses, o setor de energia e a política de desestatização devem continuar como pilares centrais nas propostas de governo para o pleito de 2026.























