A Universidade de Brasília (UnB) implementa o projeto Pro-LEME nas escolas do Distrito Federal, focando em letramento sobre saúde menstrual para combater estigmas e promover o bem-estar das estudantes.
A menstruação, muitas vezes tratada como um tabu, ainda gera barreiras invisíveis que afetam o rendimento e a presença de alunas nas salas de aula. Para reverter esse cenário no Distrito Federal, o projeto Pro-LEME, encabeçado pela Universidade de Brasília (UnB), estabelece uma ponte entre o conhecimento científico e a realidade das unidades de ensino público.
A iniciativa, vinculada ao programa Escola Cidadã, busca transformar a forma como o ciclo menstrual é compreendido, substituindo o silêncio pelo letramento. Com o suporte da Finatec e a expertise do Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde, o projeto coloca o autocuidado e a autonomia no centro da formação das estudantes.
A estratégia pedagógica do Pro-LEME
O foco da equipe não é apenas transmitir informações, mas capacitar as jovens a interpretar os sinais do próprio corpo e entender as melhores práticas de manejo menstrual. Para garantir que o tema não seja tratado de forma isolada, a metodologia do Pro-LEME articula conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Essa estrutura permite que a saúde menstrual seja debatida de maneira interdisciplinar, integrando-se ao cotidiano escolar. Antes de qualquer intervenção, os pesquisadores realizam uma escuta ativa da comunidade, respeitando as singularidades de cada escola.
A proposta visa fomentar o letramento em saúde menstrual, transformando o modo como as estudantes percebem seus corpos e superando os estigmas que dificultam o diálogo sobre o ciclo em ambiente escolar.
Entre as ações práticas desenvolvidas pela equipe, destacam-se a criação de e-books didáticos, a promoção de rodas de conversa e a realização de fóruns participativos. Esses espaços são fundamentais para que as alunas possam tirar dúvidas e compartilhar experiências em um ambiente seguro e acolhedor.
A integração entre universidade, professores e estudantes é o pilar que sustenta o projeto. Ao tornar o tema acessível e transparente, a iniciativa não apenas reduz constrangimentos, mas também fortalece o compromisso da escola com a equidade e o acolhimento.
A continuidade dessas ações é fundamental para garantir que a saúde menstrual deixe de ser um entrave e se torne um componente integrado ao bem-estar e à permanência escolar. O sucesso do projeto em sua fase piloto abre portas para que o modelo seja expandido, consolidando uma cultura de naturalização e respeito ao corpo feminino em todo o sistema educacional do DF.
















