No Dia Mundial Sem Carro, e-bikes disparam 77,3% no Brasil e redefinem a mobilidade urbana. Crescimento de bicicletas elétricas e autopropelidos oferece novas alternativas para deslocamentos diários, impulsionando um futuro mais sustentável e flexível nas cidades.
A celebração do Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, encontra um cenário promissor no Brasil, marcado por um crescimento expressivo na produção de bicicletas elétricas. Entre janeiro e julho deste ano, o país registrou um aumento de 77,3% na fabricação de e-bikes, totalizando 43.107 unidades produzidas no Polo Industrial de Manaus. Esse avanço significativo coloca as bicicletas elétricas como um componente cada vez mais relevante no panorama da mobilidade urbana, representando 21,5% da produção total de bicicletas no polo, um salto considerável em relação aos 11,4% do mesmo período no ano anterior.
Este crescimento de novos modais é um forte indicativo de que os brasileiros estão buscando alternativas para reduzir a dependência do automóvel em seus trajetos cotidianos. As e-bikes, com sua capacidade de auxiliar na pedalada, e os veículos autopropelidos, que oferecem propulsão própria, ampliam o leque de opções para os mais diversos tipos de deslocamentos, desde idas ao trabalho e à faculdade até trajetos mais curtos para compras ou para se conectar a sistemas de transporte público.
“O futuro da mobilidade não será definido por um único veículo, mas pela liberdade de escolher o melhor meio para cada jornada.”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility. Essa visão ressalta a importância da diversificação e da flexibilidade que esses novos modais proporcionam aos consumidores, adaptando-se a diferentes necessidades e estilos de vida.
E-bikes e Autopropelidos: Aliados da Mobilidade Sustentável
Embora ambos façam parte da revolução da mobilidade elétrica, as bicicletas elétricas e os veículos autopropelidos atendem a demandas distintas. As e-bikes utilizam um motor elétrico para auxiliar o ciclista, tornando subidas e percursos mais longos menos extenuantes, permitindo que o usuário continue pedalando com menos esforço. Já os autopropelidos contam com propulsão independente, dispensando a necessidade de pedalar e oferecendo uma solução compacta para mobilidade individual e até para aplicações profissionais.
Essa diferenciação permite que cada tipo de veículo se adapte a perfis e necessidades específicas. A assistência elétrica expande o alcance e a praticidade para quem ainda deseja a experiência da bicicleta, enquanto os autopropelidos surgem como uma alternativa ágil e independente para quem busca um veículo compacto com motorização própria. Fatores como a distância a ser percorrida, o relevo do trajeto, a carga a ser transportada, a infraestrutura urbana e o propósito do deslocamento são cruciais para a escolha ideal entre as diversas opções disponíveis no mercado de mobilidade sustentável.
David Peterle complementa:
“Reduzir a dependência do carro não significa deixar de usá-lo de uma hora para outra. A mudança pode começar quando a pessoa olha para a própria semana e identifica quais trajetos hoje feitos de automóvel podem ser realizados de bicicleta ou autopropelido. Com a assistência elétrica e a evolução dos produtos, conseguimos ampliar cada vez mais as possibilidades de uso da bike como meio de transporte”.
Mercado em Expansão: Importância da Procedência e da Legislação
Com o crescimento vertiginoso do mercado de veículos elétricos individuais, o consumidor se depara com a necessidade de compreender melhor suas escolhas. Além de preço, potência e autonomia, aspectos como o enquadramento na legislação brasileira, garantia, disponibilidade de peças, facilidade de manutenção e um bom atendimento pós-venda tornam-se fatores determinantes, especialmente quando esses veículos passam a ser utilizados como principal meio de transporte.
A Resolução Contran nº 996 estabelece critérios claros para a classificação de bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores, considerando características como potência, velocidade máxima de fabricação, dimensões e modo de operação. Essa classificação é fundamental, pois define as regras de circulação e as responsabilidades aplicáveis a cada categoria.
“O consumidor encontra hoje diferentes soluções de mobilidade elétrica e nem sempre produtos visualmente parecidos pertencem à mesma categoria. Antes da compra, é importante entender para qual uso aquele veículo foi desenvolvido, quais regras precisa atender e se existe uma estrutura de assistência e manutenção por trás dele. Quando o objetivo é incorporar esse modal à rotina, essas questões ganham ainda mais relevância”, ressalta Peterle.
Produção Nacional e Suporte Pós-Venda: Pilares da Confiança
A OX Bikes da Amazônia, com mais de seis décadas de atuação no setor de duas rodas, destaca-se como pioneira na fabricação de bicicletas elétricas no Brasil, contando com uma fábrica própria em Manaus. As marcas do grupo, como Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility, possuem ampla distribuição nacional, amparadas por uma rede de revendedores e oficinas capacitadas para manutenção, além de oferecerem garantia e suporte pós-venda.
A empresa demonstra estar alinhada às normativas vigentes, como a Resolução Contran nº 996. Com uma estrutura robusta de engenharia e produção local, a OX Bikes da Amazônia desenvolve seus produtos considerando as exigências legais brasileiras e as particularidades do uso no país.
“Nosso trabalho é desenvolver produtos alinhados às regras brasileiras e oferecer suporte para que esse consumidor possa utilizar a e-bike ou o autopropelido com segurança e confiança no dia a dia”, afirma Peterle. Essa abordagem, que une produção nacional, engenharia especializada e um forte compromisso com o suporte ao cliente, é essencial para solidificar a confiança e impulsionar o uso desses veículos como parte integrante do futuro da mobilidade urbana no Brasil.














