ANP valida transporte de gás para sete usinas vencedoras do leilão de reserva

ANP valida transporte de gás para sete usinas vencedoras do leilão de reserva
ANP valida transporte de gás para sete usinas vencedoras do leilão de reserva - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Sete termelétricas vencedoras do leilão de reserva de capacidade garantiram a contratação de transporte firme de gás, cumprindo uma etapa essencial para o início da operação em 2026.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) oficializou, nesta quinta-feira (2), a regularização de sete usinas termelétricas que saíram vitoriosas no leilão de reserva de capacidade (LRCap). Essas unidades, localizadas estrategicamente em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, comprovaram a contratação de capacidade firme de transporte de gás, requisito indispensável estabelecido no edital para assegurar o suprimento elétrico a partir de agosto de 2026.

O reconhecimento abrange um grupo diversificado de ativos, incluindo as UTEs Paulínia Verde, Termobahia, EDF Norte Fluminense, CT Santa Cruz, Nova Piratininga, Seropédica e Juiz de Fora. Com essa validação, as empresas confirmam sua conexão com o STGN (Sistema de Transporte de Gás Natural), sob a égide da Portaria Normativa MME 118/2025, garantindo que a infraestrutura estará apta antes da assinatura definitiva dos contratos de potência.

Complexidade técnica e entraves regulatórios

O caminho até essa certificação não foi isento de debates técnicos. A ATGás (Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto) levantou questionamentos sobre as metodologias de cálculo utilizadas pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). A preocupação central era evitar a contratação de volumes excessivos, o que poderia inflar custos operacionais e gerar insegurança jurídica no setor de energia limpa e térmica.

A própria ANP chegou a manifestar ressalvas, pontuando que a ausência de definições claras sobre conceitos como “capacidade máxima” tornava a validação um desafio. A agência destacou a necessidade de maior clareza nas métricas de potência — entre instalada, disponível ou ofertada — para cada projeto.

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A agência reconheceu a complexidade de converter potência elétrica em demanda de gás e solicitou o alinhamento de parâmetros operacionais individuais, enfatizando que a clareza técnica é o pilar para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos empreendimentos.

Descontos e perspectivas futuras

Além da questão volumétrica, o processo trouxe à tona o debate sobre o benefício tarifário de 15% nas tarifas de transporte de saída do STGN. Este incentivo é vital para projetos de longo prazo, com duração igual ou superior a dez anos. A UTE Paulínia Verde, por exemplo, buscou junto à ANP orientações específicas sobre como assegurar esse desconto, dada a complexidade de compatibilizar as datas de início de contrato com os requisitos temporais exigidos pelo regulador.

Com este passo consolidado, o setor elétrico avança na garantia de suprimento, embora o acompanhamento regulatório continue atento. O próximo horizonte para essas usinas será a implementação efetiva da logística de suprimento, um desafio que exige coordenação constante entre a ANP, o Ministério de Minas e Energia (MME) e as transportadoras TBG, TAG e NTS para garantir a estabilidade do sistema até 2026.

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