Dólar avança e Ibovespa acumula 11ª queda em dia de incertezas fiscais e geopolíticas.
O mercado financeiro brasileiro testemunhou, nesta terça-feira (18), um movimento de aversão ao risco que penalizou a bolsa de valores e impulsionou a moeda americana. O dólar à vista fechou o pregão cotado a R$ 5,2216, registrando uma valorização de 0,40%.
Essa tendência de alta para a divisa americana também foi refletida no cenário internacional, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis moedas fortes, operando em ligeira elevação.
O clima de apreensão que paira sobre os ativos brasileiros não se restringe apenas a fatores internos. No front internacional, a tensão geopolítica no Oriente Médio adiciona uma camada de incerteza.
Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ausência de negociações com o Irã e a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz, embora buscando transmitir controle, não foram suficientes para dissipar as preocupações dos investidores quanto a possíveis desdobramentos.
Ibovespa renova sequência de perdas
A bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, mais uma vez sentiu o peso do pessimismo. O índice chegou a ensaiar uma recuperação, ultrapassando momentaneamente a marca dos 168 mil pontos, mas não conseguiu sustentar o ímpeto.
Ao final das negociações, o principal índice da B3 tombou 0,27%, encerrando o dia nos 166.334,86 pontos.
Essa foi a 11ª sessão consecutiva de desvalorização para o Ibovespa, um reflexo de um ambiente macroeconômico desafiador. A saída contínua de capital estrangeiro do mercado brasileiro e a cautela generalizada em relação aos cenários fiscal, eleitoral e externo criam um cenário de resistência para a recuperação do mercado acionário.
Perspectiva de mercado: Venda predomina
O volume financeiro negociado na bolsa, que somou R$ 15,3 bilhões, segundo apurado pelo MoneyTimes, evidencia a menor liquidez e disposição para novos investimentos. A dificuldade em manter qualquer repique de alta reforça a tendência de pressão vendedora observada nas últimas semanas.
Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou ao Times Brasil:
O mercado continua com forte fluxo vendedor e pouca disposição para aumentar a exposição aos ativos brasileiros.
Essa perspectiva sugere que os investidores mantêm uma postura defensiva, aguardando por sinais mais concretos de melhora nos fundamentos econômicos e na estabilidade política para retomar a confiança e aumentar sua participação no mercado de renda variável nacional.
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