O TECO 2026 reuniu líderes do setor em São Paulo para debater os rumos da produção de etanol de milho e cereais, focando em exportação e interiorização.
A 12ª edição do TECO 2026 colocou em evidência os principais gargalos operacionais e as perspectivas de crescimento para o mercado de etanol de milho e cereais no país.
Promovido pela Novonesis na capital paulista, o fórum reuniu executivos, produtores rurais e especialistas em energia limpa para traçar o panorama da bioenergia nacional.
O evento serviu como termômetro para avaliar como a cadeia produtiva pode atrair novos aportes financeiros tanto no cenário doméstico quanto no exterior.
Entre os tópicos centrais, destacou-se a necessidade de consolidar rotas inéditas de escoamento e de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética global.
Descentralização e novos mercados
Um dos pontos mais debatidos foi a geografia do consumo interno de etanol hidratado.
Atualmente concentrado em grandes centros dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o objetivo estratégico é avançar na interiorização dessa demanda para tornar a distribuição mais eficiente.
Além do transporte rodoviário tradicional, o setor mira fatias em mercados de alto valor agregado, como a aviação sustentável e o transporte marítimo.
Essas frentes são vistas como cruciais para acelerar a descarbonização e diversificar as receitas da indústria.
A expansão do processamento de cereais e a diversificação de coprodutos representam uma virada de chave para a competitividade da indústria energética brasileira nos próximos anos.
Valorização de coprodutos e eficiência industrial
A rentabilidade das plantas industriais também esteve no centro das mesas de debate.
O avanço do DDGS como ingrediente fundamental para a avicultura e a suinocultura ganhou destaque, assim como a maximização do valor comercial do óleo de milho.
Outro fator abordado foi a integração operacional.
Especialistas discutiram como otimizar unidades flexíveis capazes de processar simultaneamente cana-de-açúcar e milho, garantindo o suprimento contínuo de matéria-prima ao longo de todo o ano.
Com o encerramento do fórum, o setor de sustentabilidade energética brasileiro reforça o compromisso com a inovação tecnológica.
Os próximos passos exigirão articulação entre produtoras, governo e cadeia logística para viabilizar as metas de expansão projetadas para a próxima década.
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