A Grunner investe R$ 19,5 milhões em máquinas agrícolas movidas a etanol e biometano, oferecendo às usinas autonomia energética e redução de custos com diesel.
A transição energética no campo acaba de ganhar um novo fôlego com o anúncio da fabricante de maquinário agrícola Grunner. Durante o evento Grunner Day 2026, a companhia revelou um aporte financeiro robusto voltado para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e o fortalecimento da energia limpa no setor sucroenergético.
O principal objetivo da iniciativa é permitir que as usinas de cana-de-açúcar utilizem os biocombustíveis gerados em suas próprias operações para abastecer a frota no campo. A estratégia promete mitigar a dependência histórica do óleo diesel, reduzindo despesas operacionais e pegada de carbono nas lavouras.
Aporte financeiro e novas tecnologias
Do total de R$ 19,5 milhões injetados no projeto, a maior fatia, correspondente a R$ 15,5 milhões, foi direcionada exclusivamente à engenharia das novas matrizes energéticas. Outros R$ 4 milhões foram aplicados na estruturação de um novo chassi robusto, desenhado especificamente para suportar as exigências do trabalho agrícola pesado.
Para viabilizar os motores movidos a etanol e biometano, a empresa firmou uma parceria estratégica com a MWM. Os propulsores equiparão as linhas ATR de transbordo, ASP para vinhaça e ADS de distribuição de sólidos, garantindo alta performance sem o uso de combustíveis fósseis tradicionais.
Parcerias e soluções de conversão
Além da aliança com a MWM, a fabricante manteve a colaboração com a Mercedes-Benz. Essa sinergia assegura o fornecimento contínuo da plataforma de base e a transição para uma arquitetura de chassi concebida de fábrica para o agronegócio.
Pensando na frota já existente no país, a empresa preparou uma alternativa de retrofit. O processo permite converter motores a diesel para o funcionamento a etanol, embora essa facilidade mecânica não seja aplicável aos modelos movidos a biometano.
Nossa missão é transformar a matriz energética das usinas, entregando durabilidade, autonomia e eficiência máxima com o uso de biocombustíveis produzidos na própria fazenda.
Com essas inovações, a companhia projeta um cenário onde o setor sucroenergético fecha o ciclo produtivo com independência total de combustíveis fósseis. As novas máquinas representam um passo definitivo rumo à descarbonização da agricultura moderna, combinando alta tecnologia, economia de manutenção e respeito ao meio ambiente.















