O mercado de commodities vive um dia de fortes oscilações, com o ouro em trajetória de alta impulsionado pela desvalorização do dólar e novas expectativas sobre a política monetária americana.
Os investidores iniciaram a semana monitorando de perto o comportamento das commodities e o enfraquecimento da moeda americana. Nesta segunda-feira (17), o ouro registrou valorização na Comex, divisão da bolsa de Nova York (Nymex), fechando em alta de 0,82% e atingindo a marca de US$ 4.473,70 por onça-troy. A prata acompanhou esse movimento positivo, saltando 1,72% no pregão.
O principal combustível para essa escalada dos metais preciosos é a mudança nas apostas do mercado em relação ao Federal Reserve (Fed). Analistas e operadores agora desenham um cenário onde o banco central dos Estados Unidos adote uma postura mais flexível nos próximos meses, o que favorece ativos de reserva de valor.
Dólar em queda e ambiente macroeconômico
A desvalorização do dólar globalmente, medida pelo índice DXY, deu suporte adicional aos preços do ouro. No mercado local, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,2012, uma queda de 0,36%. Paralelamente, o Banco Central (BC) brasileiro interveio no mercado com um leilão de linha, injetando US$ 1 bilhão para garantir liquidez e controlar a volatilidade da divisa.
Analistas do mercado financeiro destacaram:
A flexibilização nas expectativas de juros pelo Fed cria um cenário atrativo para o ouro, que se beneficia tanto da fraqueza do dólar quanto da busca por segurança diante de um cenário geopolítico ainda incerto.
Petróleo e o cenário na Bolsa brasileira
O cenário de tensões crescentes no Oriente Médio impulsionou fortemente o mercado de energia. O barril de Brent, referência internacional negociada na ICE de Londres, superou a barreira dos US$ 90, registrando uma valorização de 2,65%. O WTI, principal referência americana, seguiu a mesma tendência, avançando 2,55% e fechando em US$ 84,50.
No ambiente doméstico, o Ibovespa enfrenta um período difícil, fechando em leve baixa pelo décimo pregão consecutivo, encerrando aos 166.783,57 pontos. Contudo, o setor de e-commerce na B3 apresentou comportamento distinto: enquanto a Casas Bahia (BHIA3) sofreu forte queda após notícias de recuperação judicial, varejistas como Magazine Luiza e Americanas reagiram positivamente à queda dos juros futuros, sinalizada após a divulgação do IBC-Br, que veio abaixo das estimativas.
O mercado agora aguarda os próximos desdobramentos sobre a inflação e os dados econômicos globais para ajustar suas posições, mantendo o foco sobre como o Federal Reserve reagirá aos novos indicadores nas próximas reuniões.
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