A Ultragaz deu um passo decisivo em sua estratégia de sustentabilidade ao inaugurar, em Paulínia (SP), sua primeira estação própria para o abastecimento de caminhões com biometano.
A transição energética no setor de logística brasileiro ganha um reforço estratégico com o movimento da Ultragaz. A companhia oficializou nesta terça-feira, 18 de agosto, a operação de um posto de abastecimento dedicado ao biometano, combustível renovável que promete transformar a matriz de transporte da empresa no interior de São Paulo.
Com capacidade para processar 20 mil m³ por dia, a infraestrutura foi projetada para sustentar uma frota de 200 veículos de distribuição. Inicialmente, o projeto atenderá a demanda logística responsável por suprir cerca de 6 mil clientes empresariais na região, marcando o início de um plano de descarbonização que a empresa pretende escalar para todo o território nacional.
Impacto ambiental e metas de descarbonização
A adoção do biometano como alternativa ao diesel não é apenas uma escolha operacional, mas um compromisso ambiental robusto. A Ultragaz estima que a operação da nova unidade em Paulínia evitará o lançamento de 960 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera anualmente, reduzindo significativamente a pegada de carbono da cadeia de distribuição do GLP.
A iniciativa reflete o papel da Ultragaz como um dos principais agentes na comercialização de energia renovável no Brasil, consolidando o biometano como uma peça-chave para o futuro da mobilidade pesada no país.
Projeções e mercado de energia limpa
O otimismo da companhia quanto ao uso do combustível renovável é evidente. Além de converter sua própria frota, a Ultragaz busca expandir sua atuação no mercado de comercialização de biometano, projetando um crescimento expressivo em sua base de clientes até o final do ano.
Para a liderança da empresa, a substituição do diesel por fontes mais limpas nos caminhões de carga representa uma “grande alavanca de crescimento”. O plano é claro: replicar o modelo de Paulínia em outras regiões brasileiras, transformando a logística de combustíveis e reforçando a competitividade da marca em um mercado cada vez mais focado em práticas ESG.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Tecnologia brasileira usa energia solar e glicerol para produzir hidrogênio de baixo carbono
· Geração
LEIA MAIS
ANP abre consulta para atualizar cálculos de eficiência e rotas do RenovaBio
· Geração
LEIA MAIS
Abertura do mercado livre de energia pode frear desperdício de geração renovável no Brasil
· Geração
LEIA MAIS























