O senador Rogério Marinho reafirma que, embora a Petrobras passe por uma auditoria de eficiência sob uma gestão de Flávio Bolsonaro, a privatização não está nos planos do grupo.
A estrutura das empresas estatais brasileiras voltou ao centro do debate político durante o encontro “Diálogo pelo Futuro do Brasil”, promovido pela Unecs em Brasília. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, esclareceu a posição do grupo em relação à gigante do setor de energia.
A declaração afastou especulações sobre uma possível venda da petrolífera, mas enfatizou que a gestão de ativos públicos será submetida a um rigoroso pente-fino. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir a eficácia operacional da companhia sem, contudo, abrir mão do controle estatal sobre um ativo considerado essencial para a soberania nacional.
O futuro das estatais no radar
Para o coordenador, a Petrobras permanece como uma peça estratégica dentro da economia brasileira. A estratégia adotada, caso o grupo assuma o poder, será a implementação de critérios técnicos para medir o desempenho de todas as empresas públicas, focando em produtividade e transparência na gestão de recursos.
A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil. Todas as empresas estatais vão passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia. Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras
Cenário eleitoral e agenda pública
Além da pauta de energia, Marinho também aproveitou a ocasião para alinhar a estratégia de campanha nas semanas que antecedem o pleito. O senador confirmou que Flávio Bolsonaro manterá uma agenda ativa, incluindo a presença em todos os debates que contarem com a participação do ex-presidente Lula (PT).
Outro ponto importante da fala do senador foi o compromisso com a mobilização de apoiadores. Marinho confirmou a presença do candidato no evento do 7 de Setembro, que será realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O foco do grupo político é manter o engajamento nas ruas enquanto tenta desviar de polêmicas, como o caso “Dark Horse”, que, segundo o senador, já teve a prestação de contas devidamente sanada pela produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
O tom adotado pelo senador reforça uma postura cautelosa. Ao priorizar a eficiência em detrimento da desestatização, o grupo busca equilibrar o apelo liberal de otimização de gastos com a proteção de setores vitais, um balanço que será fundamental para as próximas etapas da corrida eleitoral e para a construção da governabilidade do país.
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