O dólar fechou em alta cotado a R$ 5,64 nesta terça-feira, impulsionado por ruídos fiscais domésticos e pela força da moeda no cenário internacional.
O mercado financeiro brasileiro enfrentou uma sessão de forte volatilidade nesta terça-feira (3), refletindo um ambiente de aversão ao risco tanto no cenário externo quanto no âmbito interno.
A divisa norte-americana registrou valorização expressiva no mercado à vista, acompanhando o avanço global da moeda americana frente a uma cesta de principais divisas internacionais.
Paralelamente, a bolsa brasileira sofreu forte pressão vendedora. O principal índice acionário do país, o Ibovespa, encerrou o pregão em baixa de 1,35%, posicionando-se aos 165.647 pontos, após operar próximo às mínimas do dia em meio a revisões macroeconômicas e à cautela dos investidores antes da próxima decisão do Copom.
Fatores de Estresse Político e Fiscal
A aceleração da cotação do câmbio esteve fortemente associada à deterioração da percepção de risco doméstico. O mercado repercutiu negativamente especulações políticas envolvendo propostas econômicas ligadas ao governo federal, gerando incertezas sobre a condução fiscal do país.
Especialistas apontam que o ambiente político sensível eleva o prêmio de risco exigido pelos agentes financeiros.
Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, destacou:
Os investidores repercutiram negativamente os rumores sobre um suposto interesse do presidente Lula na proposta do economista André Lara Resende, que propõe o tabelamento da Selic.
Desempenho da Bolsa e Expectativas Futuras
O pessimismo do mercado contaminou os papéis de maior peso no Ibovespa. As ações da Petrobras (PETR4 e PETR3) registraram quedas expressivas, pressionadas pela oscilação do petróleo no exterior e pelo receio institucional.
No mesmo sentido, os grandes bancos e os ativos da Vale (VALE3) operaram no vermelho, penalizados pelas incertezas fiscais.
Enquanto a cautela predominou, o pregão também marcou a estreia do novo horário de negociação estendido da B3, que agora encerra as atividades às 18h.
Para os próximos dias, o foco do mercado permanece voltado para os rumos da política monetária e para a estabilidade das contas públicas, fatores que continuarão ditando o ritmo dos ativos locais.











