A A&T Energia estabeleceu uma meta ambiciosa para expandir sua operação na Bacia Potiguar, planejando elevar a produção de 50 para 800 barris diários até 2029 com aportes milionários.
A Azevedo & Travassos Energia desenhou um novo horizonte estratégico para seus ativos terrestres no Rio Grande do Norte. Com um plano robusto de investimentos programado para o triênio 2027-2029, a companhia pretende saltar de um patamar modesto de 50 barris por dia para aproximadamente 800 barris diários.
O projeto foca no desenvolvimento de cerca de 3 milhões de barris em reservas provadas e prováveis (2P), distribuídos entre 15 concessões estratégicas da empresa na região.
Essa guinada operacional ocorre em um momento de realinhamento estratégico. A decisão de priorizar o portfólio já existente veio após o impasse judicial envolvendo a aquisição dos Polos Porto Carão e Barrinha, anteriormente negociados com a Brava Energia.
O encerramento unilateral do contrato pela contraparte obrigou a A&T Energia a buscar segurança jurídica, ao mesmo tempo em que reorienta seus recursos financeiros para projetos de exploração e desenvolvimento sob seu controle direto.
Detalhamento dos investimentos e metas
O montante total destinado ao projeto chega a R$ 67,5 milhões. Desse valor, a maior parcela — cerca de R$ 58,5 milhões — será aplicada no desenvolvimento de campos, o que inclui a perfuração de novos poços, a aquisição de maquinário especializado e a modernização das instalações.
Outros R$ 9 milhões foram reservados para manutenções essenciais, garantindo a integridade e eficiência da operação.
A trajetória de crescimento da produção é escalonada, começando com um incremento inicial ainda em 2026. A A&T Energia projeta que, a partir de 2027, o ritmo de extração ganhe tração, culminando na marca de 799 barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em 2029.
O reflexo financeiro dessa expansão deve ser significativo, com a previsão de que a receita bruta atinja R$ 112,5 milhões no último ano do cronograma apresentado.
A empresa decidiu concentrar os investimentos no desenvolvimento dos ativos que já integram seu portfólio, diante da indefinição sobre o desfecho e o prazo do processo judicial iniciado contra a Brava Energia para preservar seus direitos.
Cronograma técnico e expansão
O coração do projeto técnico reside na intervenção em 18 poços. A estratégia divide-se entre a recuperação de estruturas existentes nos campos de Periquito, Periquito Nordeste, Tanatau e Andorinha, e a abertura de novos poços de exploração nos blocos POT-610 e POT-566.
As atividades de reativação estão agendadas para começar em dezembro de 2026, com o cronograma de perfurações seguindo até 2029.
Para sustentar esse avanço, a companhia planeja utilizar tanto o caixa gerado pela operação quanto novas rodadas de captação ou aumentos de capital. A transparência será um pilar importante deste ciclo: a A&T Energia comprometeu-se a divulgar relatórios mensais sobre o progresso do plano, permitindo que investidores acompanhem de perto a execução física e financeira das obras.
Apesar da clareza do plano, o setor permanece atento aos riscos inerentes. A execução bem-sucedida do cronograma depende de uma série de variáveis, desde os resultados geológicos na perfuração dos novos poços até a estabilidade do câmbio e a volatilidade dos preços internacionais do petróleo, fatores que naturalmente influenciam a rentabilidade de projetos de exploração terrestre no país.













