A Braskem ingressou no mercado livre de gás natural no Rio de Janeiro, buscando maior competitividade industrial, flexibilidade contratual e otimização na gestão energética de suas plantas.
A Braskem deu mais um passo significativo em direção à autonomia energética ao estrear no mercado livre de gás natural no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa reflete o esforço contínuo da gigante petroquímica para diversificar suas fontes de suprimento e garantir maior eficiência na condução de suas plantas fabris.
Esse movimento no território fluminense tornou-se viável após entendimentos estratégicos firmados entre a gestão estadual, a Agenersa e a concessionária Naturgy. O alinhamento regulatório estabeleceu as bases jurídicas e operacionais necessárias para que indústrias de grande porte pudessem transitar para o ambiente de livre contratação.
Novas regras para o setor industrial
O avanço da abertura do mercado fluminense exigiu ajustes contratuais específicos junto à distribuidora local. Entre os requisitos normativos definidos para a migração, destaca-se a exigência de um patamar mínimo de consumo de 10 mil metros cúbicos diários para enquadramento como consumidor livre.
Além disso, o formato regulatório contemplou salvaguardas para mitigar eventuais impactos econômicos sobre o mercado cativo. Com isso, o estado busca equilibrar a transição energética sem desproteger os demais perfis de consumidores conectados à rede de distribuição canalizada.
Expansão da estratégia nacional
A chegada ao Rio de Janeiro consolida uma trajetória que a companhia vem implementando em diferentes regiões do país. A Braskem já alcançou a marca de 100% de migração em seus complexos localizados no ABC Paulista e em Triunfo, no Rio Grande do Sul, além de avançar de forma paulatina em solo baiano.
Para viabilizar essa complexa engenharia contratual, a empresa conta com o suporte da Voqen, braço de comercialização de energia do grupo. Cabe à comercializadora estruturar os acordos de longo prazo e monitorar o portfólio para proteger a companhia contra a volatilidade de preços.
A entrada no Rio de Janeiro é mais uma etapa de uma estratégia que vem sendo construída para ampliar nossas alternativas de contratação e aprimorar a gestão energética das operações industriais. A preparação prévia nos permite avançar assim que as condições necessárias são estabelecidas
O planejamento de longo prazo da corporação prevê a migração integral de todas as suas unidades fabris brasileiras para o modelo desregulado de fornecimento. A meta é blindar os custos de produção contra assimetrias regionais de tarifa.
A consolidação do mercado livre de gás no Brasil representa uma mudança estrutural na matriz de custos da indústria de transformação. À medida que novos estados flexibilizam suas legislações locais, companhias intensivas em energia ganham ferramentas mais robustas para negociar diretamente com supridores e melhorar suas margens operacionais.













