O preço do diesel subiu em outubro impulsionado pela demanda agrícola e cotação internacional, levando o governo federal a prorrogar o subsídio do combustível por 30 dias.
O avanço dos custos logísticos voltou a pressionar o setor produtivo nacional no mês de outubro. O valor médio do Diesel Comum encerrou o período cotado a R$ 7,19 por litro nos postos brasileiros, registrando uma alta de 4,81% na comparação com o mês anterior.
A variação também atingiu o Diesel S-10, combustível mais comercializado no país, que registrou elevação de 2,48% e alcançou a média de R$ 7,44 por litro. Os dados foram apurados pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
Diante do cenário de alta e do risco de repasse direto para a inflação de alimentos e fretes, o Governo Federal agiu para conter os estragos na cadeia de suprimentos e estendeu por mais 30 dias a subvenção econômica ao combustível.
Fatores de pressão no mercado de combustíveis
A disparada nos preços reflete uma combinação de fatores internos e externos. No ambiente internacional, a oscilação da cotação do Petróleo Brent pesou diretamente sobre o mercado brasileiro, que importa mais de 25% de todo o diesel consumido internamente.
No âmbito doméstico, o início do plantio da safra de verão 2026/27 intensificou o tráfego de máquinas agrícolas e caminhões de carga. Essa forte demanda sazonal acelerou a procura pelo insumo em diversas regiões agrícolas.
Em contrapartida aos aumentos no setor de transporte de carga, outros combustíveis apresentaram comportamento distinto. A Gasolina teve um leve recuo de 0,30%, custando R$ 6,71, enquanto o Etanol subiu 1,65%, vendido a R$ 4,31 por litro.
Disparidades regionais e os maiores impactos
As diferenças de preços entre as unidades federativas continuam acentuadas devido à logística de distribuição. A Região Norte registrou as médias mais elevadas do país, com o Diesel Comum atingindo a marca de R$ 7,74 por litro.
Entre os estados, Roraima apresentou o valor mais alto para o produto comum, negociado a R$ 8,26. Já o estado do Paraná chamou a atenção pelo ritmo de aceleração, contabilizando a maior alta percentual do mês, com salto de 8,50%.
Um representante do setor afirmou:
A manutenção da subvenção econômica busca conter os reflexos imediatos na cadeia de suprimentos e assegurar maior previsibilidade aos custos operacionais do setor.
A extensão do benefício estatal surge como um alívio temporário crucial para manter o ritmo do escoamento da produção agrícola e conter a pressão inflacionária nos fretes rodoviários.
O setor produtivo agora monitora de perto as oscilações do mercado internacional de energia, ciente de que novas movimentações no exterior podem exigir novas medidas de contenção nos próximos meses.








