O Grupo Equatorial lidera a inovação no setor elétrico brasileiro ao implementar nanotecnologia para rastrear cabos de cobre. A iniciativa visa combater o furto de ativos e garantir a continuidade do fornecimento de energia em todo o país.
O furto de fiações de cobre tornou-se um desafio crítico para a infraestrutura urbana e a continuidade dos serviços essenciais no Brasil. Além dos prejuízos financeiros, a remoção ilegal de componentes compromete diretamente a qualidade da iluminação pública e o fornecimento de energia elétrica, afetando milhões de consumidores e a segurança das redes.
Diante desse cenário, a modernização das redes por meio de inovações tecnológicas surge como um pilar fundamental. O uso de soluções avançadas, focadas em rastreabilidade e monitoramento, permite que empresas do setor fortaleçam sua segurança patrimonial, otimizem investigações e integrem ações estratégicas com as forças de segurança pública para coibir o crime organizado.
Inovação pioneira no setor de energia
O Grupo Equatorial consolidou-se como a primeira distribuidora do país a adotar uma solução de nanotecnologia voltada especificamente à proteção de seus ativos. O projeto, iniciado em caráter de teste em março de 2025, entrou oficialmente em operação em janeiro de 2026, com foco inicial na concessão do Rio Grande do Sul.
Johnathan Costa, gerente de segurança empresarial do Grupo Equatorial, afirmou:
“A inovação é uma importante aliada da Equatorial na proteção de uma infraestrutura essencial para a sociedade. Ao utilizar a nanotecnologia para ampliar a identificação e a rastreabilidade dos nossos ativos, fortalecemos nossa capacidade de prevenção e investigação e contribuímos para uma atuação ainda mais integrada com as forças de segurança. É uma solução que combina tecnologia, inteligência e segurança para proteger nossos ativos e, consequentemente, a continuidade do serviço prestado aos nossos clientes”
Como funciona a nanotecnologia aplicada
A solução utiliza micropartículas invisíveis que contêm uma identificação exclusiva, funcionando como uma espécie de “DNA” rastreável da companhia. Aplicadas em cabos e equipamentos da rede de distribuição, essas partículas permitem que a empresa comprove a origem e a propriedade do material através de equipamentos de leitura específicos, dificultando a receptação e facilitando a ação policial em casos de apreensão.
Resultados expressivos e expansão
Desde o início da implementação no Rio Grande do Sul, mais de 3 quilômetros de cabos e sistemas de aterramento de subestações já foram protegidos. A estratégia gerou números robustos: foram realizadas 38 operações conjuntas, com 43 autuações e a apreensão de cerca de 1.480 quilos de material furtado. Além disso, a companhia reportou uma queda de 55% nas ocorrências de furto na região em comparação ao ano anterior.
O sucesso da iniciativa pavimenta o caminho para a expansão nacional. Atualmente, a tecnologia está sendo levada ao Maranhão, com a meta de alcançar todas as distribuidoras do Grupo Equatorial até 2028. O próximo passo estratégico prevê a aplicação das partículas ainda nos centros de logística, antes mesmo da instalação dos ativos em campo, criando uma camada de proteção contínua.
A adoção dessas tecnologias não apenas mitiga prejuízos, mas reafirma o compromisso do setor em manter a resiliência da infraestrutura elétrica, garantindo um serviço mais confiável e seguro para a sociedade brasileira.
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