A ENGIE Brasil concluiu um projeto de inovação que utiliza algoritmos para corrigir o desalinhamento de aerogeradores. A iniciativa eleva a eficiência operacional e gera ganhos energéticos equivalentes à instalação de três novas turbinas eólicas.
A busca por maior produtividade na geração de energia renovável impulsionou a ENGIE a desenvolver uma solução tecnológica inovadora para o setor eólico. Por meio de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Aneel, a companhia aprimorou a precisão dos seus aerogeradores, garantindo que o posicionamento das turbinas esteja sempre otimizado em relação à direção dos ventos.
O desalinhamento do sistema de orientação — conhecido tecnicamente como yaw — é um desafio comum que afeta a produtividade e acelera o desgaste mecânico. Ao solucionar essa questão, a empresa não apenas otimiza o uso dos ativos, mas também reforça seu compromisso com a eficiência da matriz energética brasileira e a sustentabilidade a longo prazo.
Tecnologia de ponta no Conjunto Eólico Campo Largo
Executado no Conjunto Eólico Campo Largo, na Bahia, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o projeto utilizou a tecnologia LiDAR para validar um algoritmo proprietário. Diferente de métodos baseados apenas em simulações, esta abordagem de sensoriamento remoto com pulsos de laser permitiu medições reais e precisas de velocidade e direção do vento em ambiente operacional.
“A iniciativa reforça o papel estratégico da inovação para a competitividade do setor elétrico. A inovação é um dos principais motores para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da geração renovável. Projetos de PD&I como este demonstram como a colaboração entre empresas e universidades pode transformar conhecimento científico em soluções práticas, capazes de gerar valor para os negócios e para toda a sociedade”
— destaca Guilherme Slovinski Ferrari, diretor de Energias Renováveis e Armazenamento da ENGIE Brasil.
Ganhos operacionais e eficiência energética
A aplicação do algoritmo trouxe resultados expressivos. Em testes específicos, uma turbina que apresentava desvio de 17 graus teve sua performance elevada em cerca de 9% após a correção. A escala desses ajustes para todo o parque eólico projeta um aumento de 2,3% na produção anual de energia.
“Além de validar o algoritmo desenvolvido pela ENGIE, conseguimos quantificar os benefícios da correção dos desalinhamentos. Em um dos aerogeradores avaliados, que apresentava um desvio de 17 graus, a correção resultou em um ganho de aproximadamente 9% na geração anual da turbina. Os resultados mostram como o uso inteligente dos dados pode contribuir diretamente para aumentar a eficiência operacional dos ativos”
— explica a gerente do projeto, Camylla Amorim.
Impacto para o setor de energia limpa
O sucesso da iniciativa em solo baiano abre portas para a replicação da tecnologia em outros empreendimentos da companhia e até mesmo em outros parques espalhados pelo país. Com mais de 10 mil aerogeradores em operação no Brasil, a adoção dessa metodologia pode representar um avanço significativo para a produtividade da energia eólica nacional.
Além do incremento na geração, a solução contribui para a longevidade dos equipamentos ao reduzir o estresse mecânico, minimizando custos com manutenção corretiva. A iniciativa também deixa um legado acadêmico, fomentando pesquisas de mestrado e consolidando a posição da ENGIE como referência em transição energética e aplicação de inteligência de dados na otimização de fontes renováveis.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ROG.e 2026: MXM Sistemas reforça atuação no mercado de Óleo & Gás
· Empresas
LEIA MAIS
Registradora de carbono do RCGI-USP firma parceria com Greenline para reforçar verificação digital de projetos
· Instagram
LEIA MAIS
Ford convida clientes de todo o Brasil a testar a Maverick Hybrid neste sábado
· Instagram
LEIA MAIS















