A Sol Agora, fintech investida da Brookfield, capta R$ 600 milhões em seu quarto FIDC para impulsionar a energia solar no Brasil, financiando 30 mil novas usinas e projetos híbridos com baterias.
Em um cenário de crescente demanda por soluções energéticas sustentáveis, a Sol Agora, uma fintech proeminente no setor e que conta com o aporte da Brookfield, anunciou um aporte financeiro significativo. A empresa concluiu a captação de R$ 600 milhões em seu quarto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), um marco que reforça sua posição estratégica no mercado de energia limpa.
O capital recém-captado tem como objetivo principal acelerar a instalação de aproximadamente 30 mil novas usinas solares. Estas serão destinadas a residências e a pequenos e médios negócios em todo o Brasil, expandindo o acesso à energia fotovoltaica. Adicionalmente, o fundo permitirá o financiamento de projetos híbridos que combinam a geração solar com sistemas de armazenamento em baterias, uma inovação que amplia a autonomia e a eficiência energética.
Um Salto para a Geração Distribuída
A aposta da Sol Agora na modalidade de geração distribuída, que permite a produção de energia no próprio local de consumo, é um dos pilares para a popularização da energia solar no país. O novo FIDC não apenas viabiliza a expansão para um número expressivo de consumidores, mas também demonstra o amadurecimento do mercado de crédito para este segmento.
A operação de captação foi inteiramente subscrita por investidores profissionais e institucionais. Um ponto de destaque é que grande parte desses investidores já havia participado de rodadas anteriores, o que sublinha a confiança no modelo de negócio da Sol Agora e no potencial de retorno do setor de energia limpa.
Confiança do Mercado e Impacto Financeiro
Com este último aporte, o volume total de financiamentos captados pela Sol Agora desde 2022 atinge a impressionante marca de R$ 3 bilhões. O período de investimento para este FIDC será de 18 meses, com um prazo médio de devolução do capital aos investidores estimado em quatro anos. Essa estrutura reflete a solidez e a previsibilidade que a fintech conseguiu estabelecer no mercado.
A trajetória da empresa tem sido marcada por resultados consistentes, como aponta seu diretor de Relações com Investidores.
“O Fundo 4 representa a consolidação da nossa capacidade de originação de crédito de qualidade. Chegamos a este lançamento com histórico de três fundos, R$ 2,4 bilhões captados, base crescente de clientes e rating AAA em todas as cotas seniores dos veículos anteriores. Isso permitiu reduzir o spread e alongar o prazo das operações, aumentando a competitividade e a atratividade do crédito para o cliente final. Com essa estrutura, estamos preparados para financiar a transição energética de dezenas de milhares de famílias brasileiras nos próximos anos”
Até o momento, a Sol Agora já concedeu mais de R$ 2,2 bilhões em financiamentos, atendendo uma base de mais de 87 mil clientes, solidificando sua liderança no financiamento de energia solar.
Gestão Especializada para um Fundo Robusto
A gestão do FIDC Sol Agora 4 adota um modelo de cogestão, envolvendo casas especializadas para garantir a robustez e a transparência das operações. A Augme Capital atua como cogestora independente, responsável por avaliar os critérios e as condições de aquisição dos ativos, além de monitorar os indicadores de inadimplência.
Já a Sol Tempus Capital, que está em processo de habilitação junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), terá a incumbência de selecionar as carteiras de crédito. Essa parceria estratégica visa otimizar a performance do fundo e mitigar riscos.
A nova captação da Sol Agora reforça o papel vital do financiamento na aceleração da transição energética brasileira. Ao democratizar o acesso à energia solar e incentivar a adoção de tecnologias como as baterias de armazenamento, a fintech não apenas impulsiona a economia verde, mas também contribui diretamente para a descarbonização e a independência energética do Brasil. Este movimento sinaliza um futuro promissor para o setor de energia limpa, com projeções de expansão contínua nos próximos anos, solidificando a Sol Agora como um ator chave neste processo.






















