Biometano pode reduzir pela metade importações diesel Brasil em 10 anos

Biometano pode reduzir pela metade importações diesel Brasil em 10 anos
Biometano pode reduzir pela metade importações diesel Brasil em 10 anos - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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A expansão do biometano no transporte brasileiro pode cortar drasticamente a dependência do diesel importado, alavancando a sustentabilidade e a competitividade do setor.

A consolidação do biometano como alternativa ao diesel no setor de transportes brasileiro pode representar uma redução de até 50% nas importações do combustível fóssil em um horizonte de dez anos. A projeção foi apresentada por Tomás Manzano, presidente da Copersucar, durante o lançamento do projeto BioRota, um marco logístico sustentável que visa a exportação de açúcar a partir de caminhões movidos a biometano.

A iniciativa pioneira, que conecta usinas de etanol no interior paulista ao Porto de Santos, demonstra o potencial de aproveitamento de subprodutos da indústria sucroalcooleira. Manzano destacou que a matéria-prima para a produção do biometano, a vinhaça, já está disponível nas usinas, sendo uma questão de tempo e prioridade de investimento para a adoção em larga escala.

A visão da liderança da Copersucar é que a transição para o biometano nas usinas de etanol brasileiras é um movimento irreversível. A empresa acredita que, em breve, todas as unidades produtoras de açúcar e etanol no país contarão com suas próprias plantas de produção deste biocombustível avançado.

O contexto atual reforça a urgência dessa mudança. O Brasil, que atualmente importa cerca de 20% do diesel que consome, tem sua segurança energética afetada por tensões geopolíticas. A paralisação de rotas de navegação importantes, como o Estreito de Ormuz, eleva a preocupação com a oferta e os preços dos derivados de petróleo, tanto para o setor produtivo quanto para o governo.

Copersucar Lidera Transformação na Logística com Biometano

No âmbito da própria Copersucar, a adoção de veículos a biometano já é uma realidade. Cerca de 15% da frota de caminhões responsável pelo transporte de açúcar foi convertida para o uso deste biocombustível, gerado a partir de resíduos da cana-de-açúcar. Este projeto de economia circular já opera com mais de 70 caminhões movidos a biometano.

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A produção deste combustível limpo é realizada em duas unidades da Cocal, acionista da Copersucar, no oeste paulista. Juntas, essas plantas são capazes de gerar até 85 mil metros cúbicos de biometano diariamente durante o período de safra. A projeção é ambiciosa: até março de 2026, a meta é substituir aproximadamente 5 milhões de litros de diesel, evitando a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO2.

Manzano ressaltou os benefícios práticos da iniciativa: “A BioRota traduz, na prática, como a Copersucar transforma sustentabilidade em ganho operacional e competitividade. É uma solução escalável e economicamente viável, que acelera a descarbonização do transporte pesado e reforça o papel do Brasil na transição energética global”. A expectativa é que, em dez anos, as usinas associadas à Copersucar adicionem uma produção diária de 2 a 4 milhões de metros cúbicos de biometano.

Apesar do otimismo, a expansão da frota de caminhões a biometano enfrenta desafios. A limitação de pontos de abastecimento, considerando a autonomia de cerca de 600 km dos veículos, é um obstáculo. Contudo, a empresa confia que o crescimento da demanda impulsionará a expansão da infraestrutura de postos. Outro ponto logístico a ser superado é a cadeia de suprimento e transporte dos botijões de biometano.

Mandato do Biometano como Catalisador de Investimentos

Um fator determinante para o avanço da produção e uso do biometano é o recente estabelecimento do mandato para este biocombustível. A legislação, implementada neste ano de forma excepcional, prevê uma meta de 0,5% de redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mercado de gás natural. A partir de 2026, com a Lei do Combustível do Futuro, o percentual de descarbonização exigido aumentará gradualmente.

Essa diretriz, que será monitorada e ajustada pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), é vista como um poderoso incentivo para investimentos na cadeia produtiva do biometano. A expansão da infraestrutura de abastecimento e a maior oferta do biocombustível são cruciais para que o Brasil atinja seus objetivos de descarbonização e fortaleça sua posição como líder em energia limpa.

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