Brasil se torna polo de atração para data centers, com demanda de energia expressiva.
O Brasil desponta como um destino promissor para investimentos em infraestrutura digital, evidenciado pela expressiva demanda por energia para data centers. O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, revelou que os pedidos de acesso à rede elétrica para esses empreendimentos já somam 38 gigawatts (GW). Essa capacidade energética representa um potencial de investimento de R$ 159 bilhões nos próximos anos, conforme apresentado durante o Fórum Jurídico de Lisboa.
A força do setor de data centers no país está intrinsecamente ligada à oferta de energia. Silveira enfatizou que a disponibilidade energética é o pilar para o desenvolvimento desses investimentos, destacando a matriz elétrica predominantemente renovável do Brasil e a estabilidade regulatória como fatores cruciais para atrair capital internacional. A situação geopolítica global, com conflitos no Oriente Médio, também tem contribuído para o redirecionamento de investimentos para o território nacional.
Celeridade na rede e soberania digital
Empresas globais buscam agilidade no processo de acesso à rede de transmissão de energia, crucial para a implantação de seus projetos. O Ministro mencionou a crescente procura de grandes companhias por seu intermédio para agilizar as aprovações junto ao Operador Nacional do Sistema (ONS). O governo tem se empenhado em otimizar esses processos com a criação do Plano Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), visando organizar a fila de solicitações de conexão à rede e garantir previsibilidade aos investidores.
A expansão dos data centers também reforça a estratégia de soberania digital do Brasil. A capacidade de processar e armazenar dados estratégicos em território nacional é vista como um elemento fundamental para a segurança e independência do país no cenário geopolítico atual.
Redata: Um marco para o setor
A aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), atualmente em tramitação no Senado Federal, é vista pelo setor como essencial para destravar novos investimentos. O projeto de lei busca oferecer um ambiente regulatório favorável, com contrapartidas em inovação, sustentabilidade e uso de energia limpa.
Um dos pontos de debate relevantes no Redata é a definição de “energia limpa”, com discussões sobre a inclusão do gás natural como fonte de backup para garantir a confiabilidade operacional dos data centers, especialmente em situações de interrupção no fornecimento elétrico. A articulação para inclusão do gás natural visa oferecer uma alternativa de menor emissão em comparação aos geradores a diesel, fortalecendo a sustentabilidade do setor.























