Estratégias de Resiliência: BNDES e ApexBrasil impulsionam exportações para mercados emergentes
Em resposta à sobretaxa de 25% imposta por Washington, governo brasileiro aciona BNDES e ApexBrasil para diversificar mercados
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (16) uma série de medidas para proteger a economia nacional e apoiar as empresas afetadas pela nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos.
A estratégia de resposta, elaborada pelo Palácio do Planalto e pela equipe econômica, inclui o fortalecimento do Plano Brasil Soberano, a busca por novos mercados globais e a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra produtos norte-americanos.
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A resposta incluirá reforço ao Plano Brasil Soberano e ações para ajudar exportadores a buscar novos mercados.
O vice-presidente Geraldo Alckmin contestou a justificativa comercial da decisão, afirmando que os Estados Unidos mantêm superávit, e não déficit, nas relações com o Brasil.
Segundo ele, a tarifa média aplicada pelo país a produtos americanos é de 3,1%.
“A medida é extremamente injusta, descabida, porque os argumentos levantados na Seção 301 partem de uma base totalmente falsa, não têm a menor justificativa”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão americana, classificando a tarifa como uma interferência externa com motivação política e econômica.
“É inadmissível, do ponto de vista do governo, essa interferência externa, seja ela política, seja ela econômica, seja ela uma forma qualquer de afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros”.
Durigan afirmou que o governo já possui mecanismos preparados para proteger empresas e empregos. Segundo ele, os setores afetados serão consultados em novas conversas e o Plano Brasil Soberano será expandido.
Principais Medidas
Apoio Financeiro e Comercial: O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que a ApexBrasil, o BNDES e a ABDI atuarão diretamente para auxiliar os exportadores brasileiros a diversificar seus destinos e diminuir a dependência do mercado norte-americano.
FIM PUBLICIDADELei da Reciprocidade: A legislação, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, que permite ao Brasil aplicar tarifas equivalentes a produtos dos EUA, poderá ser implementada. A proposta de retomar o processo será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Contestação de Dados: O governo brasileiro refuta as justificativas técnicas da investigação da Seção 301. Alckmin ressaltou que a relação comercial é amplamente favorável aos EUA, que registram superávit com o Brasil, e que a tarifa média brasileira sobre produtos americanos é de apenas 3,1%.
Defesa Soberana do Pix: O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descreveu a barreira como uma “interferência externa ilegítima de motivação política” e assegurou a proteção ao Pix. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, rejeitou as críticas americanas ao sistema de pagamentos, afirmando que os argumentos contra o Pix são apenas “uma desculpa para criar uma lógica tarifária”.
Entenda o Contexto Diplomático
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Brasil vinha mantendo negociações intensas com Washington desde março, com mais de 30 reuniões bilaterais.
O processo de investigação sob a Seção 301 — que levou ao anúncio das sobretaxas — foi iniciado por determinação direta do presidente Donald Trump, em meio a objeções do Brasil em acatar exigências dos negociadores norte-americanos.
Segundo Gabriel Galípolo, o Banco Central já celebrou acordos de cooperação técnica com mais de 47 autoridades monetárias interessadas em sistemas de pagamento instantâneo.
Ele afirmou que a instituição continuará desenvolvendo o Pix sem alterar suas características fundamentais.
“O Banco Central vai seguir sempre fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo”.
Galípolo informou que, desde a implementação do Pix, o mercado de cartões de crédito cresceu 150%. Segundo ele, o sistema impactou principalmente cheques e dinheiro físico, e não os meios de pagamento oferecidos por empresas americanas.
O presidente do BC comparou a crítica ao Pix à alegação de que a criação de saneamento básico prejudicaria empresas de caminhões-pipa.
Visão Geral
O governo brasileiro, em resposta à sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos, está implementando medidas para proteger sua economia e apoiar empresas afetadas. Essas ações incluem o fortalecimento do Plano Brasil Soberano, a busca por novos mercados e a consideração da Lei da Reciprocidade Econômica. O governo contesta as justificativas americanas para a tarifa, argumentando que a relação comercial é favorável aos EUA e que a medida é injusta e politicamente motivada. O BNDES e a ApexBrasil serão acionados para auxiliar os exportadores na diversificação de mercados. A defesa do sistema de pagamento instantâneo Pix também é uma prioridade, com o Banco Central reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento e a gratuidade do sistema, contestando as críticas americanas como pretextos para criar tarifas.



















