A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, projeta a necessidade de uma expansão robusta em energias limpas para sustentar o crescimento econômico do país nas próximas décadas.
Para garantir a soberania energética e o suporte ao desenvolvimento nacional, o Brasil enfrentará um cenário de demanda crescente por energia.
Durante a abertura do evento ROG.e, no Rio de Janeiro, a liderança da Petrobras traçou um panorama desafiador: para suprir as necessidades de 2050, o país precisará expandir sua capacidade renovável a um nível equivalente à produção de “duas Axia” — a empresa anteriormente conhecida como Eletrobras.
Segundo a executiva, o compromisso é manter a fatia atual da companhia, que hoje responde por cerca de 33% da energia primária brasileira.
Com a projeção de que a economia cresça 80% e a demanda energética suba até 55% nos próximos 25 anos, a Petrobras reforça que a transição para fontes limpas não é apenas uma meta corporativa, mas um pilar estratégico de segurança nacional.
Desafios e Estratégias de Expansão
A estatal tem ajustado seu planejamento para se alinhar à realidade do mercado global e local.
Após revisões em seu plano de negócios, a meta atual de geração renovável foi fixada em 1,7 GW até 2030.
Parte desse objetivo está sendo pavimentada por meio de parcerias estratégicas, como a recente joint-venture firmada com a LightSource BP.
Essa colaboração visa impulsionar projetos de energia solar, como a usina de Milagres, no Ceará, além de fomentar um pipeline que pode alcançar até 1,5 GW em novos ativos.
O objetivo é equilibrar a tradição da empresa no setor de óleo e gás com a crescente urgência por fontes de energia sustentável.
“O desafio é imenso, mas nós estamos absolutamente preparados para enfrentá-lo”, afirmou Magda Chambriard.
Segurança Energética e Novos Horizontes
Além das renováveis, a companhia mantém o foco na otimização de seu parque de refino.
A autossuficiência na produção de diesel permanece como uma prioridade que deverá ganhar corpo no próximo ciclo de planejamento estratégico (2027-2031).
A executiva ressaltou que a confiabilidade dessa infraestrutura é vital, especialmente diante de instabilidades geopolíticas globais.
No campo exploratório, a Petrobras segue mirando o futuro com investimentos na Margem Equatorial, incluindo a Foz do Amazonas, e na Bacia de Pelotas.
A estratégia de internacionalização também avança com explorações de gás na Colômbia e novos blocos na Costa do Marfim.
Com esse conjunto de ações, a estatal busca equilibrar a transição energética com a manutenção de seu papel central na economia brasileira, assegurando que o suprimento de energia acompanhe o progresso projetado para as próximas gerações.
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