Gestora Perfin consolida posição estratégica na Copasa, ultrapassando 20% de participação e tornando-se a segunda maior acionista da companhia após privatização.
A Perfin, renomada gestora de investimentos, deu um passo significativo no mercado de saneamento básico brasileiro ao aumentar sua participação acionária na Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). Com a aquisição de um novo bloco de ações, a empresa agora detém 20,11% do capital da estatal mineira, consolidando sua posição como a segunda maior acionista, atrás apenas da Equatorial.
Este movimento estratégico marca uma nova fase para a Copasa, que recentemente concluiu seu processo de desestatização. A entrada da Perfin com uma fatia expressiva sinaliza a confiança do mercado no potencial de crescimento e na gestão da companhia de água e esgoto de Minas Gerais, especialmente após a conclusão da oferta pública de distribuição secundária de ações.
Novo Patamar de Participação da Perfin
A recente ampliação da participação da Perfin na Copasa foi viabilizada pela compra de 1.077.500 ações ordinárias. Anteriormente, a participação da gestora era de 15,25%, e com este acréscimo, a Perfin não apenas reforça sua posição, mas também se estabelece como um player fundamental na estrutura acionária da empresa de saneamento.
A nova configuração acionária da Copasa demonstra uma distribuição clara de poder e influência: a Equatorial lidera com 30%, seguida pela Perfin com 20,11%. O Governo de Minas Gerais agora detém 5% do capital, mas mantém um poder de veto através de uma “golden share”, enquanto os demais acionistas somam os 65% restantes, refletindo um modelo de governança mista após a privatização.
O Impacto da Desestatização da Copasa
A cerimônia do toque de campainha na B3, em São Paulo, marcou o encerramento oficial do processo de desestatização da Copasa. Este evento é um marco importante não apenas para a companhia, mas para o setor de saneamento como um todo, abrindo caminho para novos investimentos e modelos de gestão.
A Equatorial, já confirmada como investidor de referência, expressou otimismo quanto ao futuro da Copasa. O CEO da Equatorial, Augusto Miranda, destacou o compromisso de acelerar os investimentos para alcançar a universalização dos serviços de saneamento até 2033, em consonância com as metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.
“Acreditamos no saneamento como instrumento de transformação (…) vamos acelerar a universalização, ampliar os investimentos”, afirmou Miranda, ressaltando a visão de que o saneamento básico é um pilar para o desenvolvimento social e econômico.
Trajetória da Privatização e a Oferta da Equatorial
A vitória da Equatorial no processo de privatização da Copasa foi decisiva, uma vez que a empresa foi a única proponente após a Aegea não apresentar uma nova oferta. A proposta da Equatorial, de R$ 49,03 por ação, superou o preço mínimo de R$ 47,23 definido pela companhia, representando um ágio significativo e demonstrando o valor percebido no ativo.
A transição do controle acionário, com o Governo de Minas Gerais reduzindo sua participação de 50% para 5%, mas mantendo o poder de veto, sinaliza uma nova dinâmica de gestão. A entrada da Perfin como segunda maior acionista reforça a diversificação acionária e pode trazer novas perspectivas de governança e alocação de capital para a Copasa.
A consolidação da Perfin como segunda maior acionista da Copasa, após a privatização, sinaliza um cenário promissor para a expansão e modernização dos serviços de saneamento em Minas Gerais. A expectativa é que essa nova configuração acionária impulsione os investimentos necessários para a universalização do acesso à água tratada e coleta/tratamento de esgoto, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população e para o desenvolvimento sustentável da região.





















