A Equatorial assume compromisso histórico de universalizar o saneamento básico em Minas Gerais até 2033, acelerando investimentos e consolidando sua expansão no vital setor de infraestrutura sustentável.
A recente aquisição da Copasa pela Equatorial marca um novo capítulo para o saneamento básico no Brasil, especialmente em Minas Gerais. Após ser confirmada como investidora de referência, a Equatorial, através de sua controlada Gerais Saneamento, assume o desafio e o compromisso de levar os serviços de água e esgoto a toda a população mineira até o ano de 2033. Este prazo é o limite estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento, e a empresa se mostra determinada a cumprir e até mesmo acelerar essa meta ambiciosa.
O principal ponto que emerge dessa transação é a promessa de investimentos massivos e a agilidade na expansão da cobertura. A fala do CEO da Equatorial, Augusto Miranda, durante a cerimônia de toque de campainha na B3, em São Paulo, ressoou com a urgência e a importância de oferecer acesso universal a esses serviços essenciais. A iniciativa não apenas alinha a empresa às exigências regulatórias, mas também reforça seu posicionamento como um player fundamental na construção de um futuro mais sustentável para o país.
O Compromisso com a Universalização e o Novo Marco Legal
A privatização da Copasa e o subsequente compromisso da Equatorial com a universalização são cruciais, dado o cenário atual do Novo Marco Legal do Saneamento. Sancionado em 2023, o marco já ultrapassou metade do seu prazo e ainda enfrenta desafios significativos para atingir suas metas. A legislação estipula que, até o final de 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto. A entrada da Equatorial com um plano robusto de investimentos é vista como um catalisador para que Minas Gerais se aproxime dessas metas.
Em suas declarações, Augusto Miranda enfatizou a visão da empresa sobre o impacto social e transformador do saneamento.
Acreditamos no saneamento como instrumento de transformação (…) vamos acelerar a universalização, ampliar os investimentos.
Essa perspectiva estratégica não se limita apenas ao retorno financeiro, mas também à melhoria da qualidade de vida e à saúde pública, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável de qualquer região.
Detalhes da Aquisição e o Cenário do Setor
A Equatorial confirmou sua posição como investidora de referência na oferta pública de distribuição secundária de ações da Copasa, através de sua subsidiária Gerais Saneamento. A disputa pela estatal mineira foi vencida pela Equatorial após ser a única proponente, com a Aegea não apresentando uma nova oferta. O valor ofertado foi de R$49,03 por ação, superando o preço mínimo estabelecido pela Copasa de R$47,23, demonstrando o interesse e a confiança da Equatorial no potencial do setor.
Com a privatização, o governo mineiro, que detinha 50% da Copasa, passará a ter uma participação minoritária de 5%, mas manterá o poder de veto – a chamada “golden share” – em decisões estratégicas. Esta operação se consolida como um dos movimentos mais relevantes no setor de infraestrutura brasileira desde a privatização da Sabesp, em 2024, que movimentou cerca de R$15 bilhões. A aquisição da Copasa pela Equatorial é a segunda maior privatização do setor de saneamento realizada em bolsa, evidenciando o apetite do grupo por expansão além do seu tradicional segmento de energia elétrica, buscando diversificar e fortalecer sua atuação em infraestrutura essencial.
Impacto e Perspectivas Futuras
A entrada da Equatorial no controle da Copasa e o firme compromisso com a universalização do saneamento até 2033 marcam um ponto de inflexão para Minas Gerais e para o setor como um todo. Essa iniciativa não só promete impulsionar a infraestrutura local, mas também serve como um modelo de como a iniciativa privada pode acelerar o cumprimento de metas ambiciosas de desenvolvimento sustentável.
A empresa reitera que esta aquisição é um “novo capítulo”, e Augusto Miranda projeta que “o melhor ainda está por vir”. Para os interessados no setor de energia limpa e infraestrutura sustentável, a estratégia da Equatorial de expandir para o saneamento básico demonstra uma visão de longo prazo para serviços essenciais, que são vitais para o bem-estar social e o crescimento econômico do Brasil, pavimentando o caminho para um futuro mais conectado e resiliente.





















