A expansão da Rede Privativa Móvel no Brasil ganha impulso estratégico através de parcerias com operadoras de telecomunicações. A EAF destaca que a integração de infraestruturas garantirá segurança e capilaridade para as forças de segurança pública.
O sucesso da implementação e da ampliação nacional da Rede Privativa da Administração Pública depende diretamente de colaborações estratégicas com as operadoras de telecomunicações. Esta foi a mensagem central de Geraldo Segatto, COO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), durante o evento MVNO Experience.
Segundo o executivo, no modelo desenhado para o país, a EAF implantará o “cérebro” da rede — com processamento de chamadas e armazenamento de dados em um núcleo (CORE) dedicado —, enquanto a capilaridade da infraestrutura das operadoras parceiras garantirá a cobertura de energia e conectividade em todo o território nacional.
Segurança e tecnologia de missão crítica
A segurança desse ecossistema colaborativo é rigorosa. Os dados trafegam de forma totalmente criptografada de ponta a ponta — do aplicativo até o núcleo dedicado —, assegurando proteção absoluta à informação.
Toda a inteligência e os dados dos usuários estão centralizados, uma premissa técnica inegociável para a Rede Privativa Móvel de missão crítica.
A integração das agências de segurança pública, emergência e defesa já é uma realidade no Distrito Federal. A infraestrutura disponível para órgãos como a Polícia Militar (PMDF), polícias legislativas e Forças Armadas está pronta para operar via plataforma de missão crítica MCx.
Geraldo Segatto destacou:
O projeto adotou o modelo de SMVNO (Secure MVNO), que incorpora camadas extras de segurança, controle de tráfego e gateways específicos, atendendo perfeitamente às exigências das polícias e equipes de emergência.
Prioridade em eventos críticos
Um dos grandes diferenciais tecnológicos destacados por Geraldo Segatto é a ativação do QPP (Qualidade de Serviço, Prioridade e Preempção) na rede elétrica e de acesso das operadoras. Essa funcionalidade garante que as forças de segurança tenham prioridade absoluta na utilização da rede de dados móveis, mesmo em locais com grande concentração de usuários comerciais.
Ao avaliar o futuro do projeto, a EAF revisou sua estratégia inicial, que previa a construção de uma rede própria, para adotar o princípio da economicidade. Ao utilizar a infraestrutura existente de MVNOs (Operadoras Móveis Virtuais), o projeto ganha escalabilidade e viabilidade financeira para se expandir rapidamente por outros estados brasileiros, potencializando a eficiência da comunicação entre as instituições de defesa e a sustentabilidade dos investimentos em tecnologia.

















