O ONS projeta o avanço de 11 GW em projetos de energia limpa da 1ª Temporada de Acesso 2026, sinalizando um futuro mais transparente e previsível para o setor elétrico brasileiro.
O Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgou uma estimativa otimista para a primeira temporada de acesso de 2026, indicando que aproximadamente 11 GW de projetos cadastrados pela Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast) estão prontos para avançar. Essa projeção impulsiona o cenário de energia sustentável no país, garantindo maior transparência e previsibilidade para empreendimentos que buscam conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
A marca dos 11 GW representa pouco mais da metade da potência total de 20,28 GW inicialmente cadastrada, um indicativo claro da efetividade das novas diretrizes. O relatório, contido na Nota Técnica de Quantitativos da Capacidade Remanescente do SIN, oferece um panorama inicial de como a infraestrutura de transmissão poderá ser utilizada nos próximos anos.
Um Salto para a Capacidade Energética
Os dados apresentados pelo ONS apontam para um futuro promissor na expansão da capacidade energética nacional. Dos 20,28 GW inicialmente propostos, os 11 GW sinalizados para prosseguimento demonstram um filtro eficiente e um foco em projetos que realmente têm viabilidade técnica e regulatória. Essa seleção é crucial para o desenvolvimento do setor elétrico.
Mesmo com a natureza preliminar dos números, que ainda não consideram eventuais desistências, os resultados já validam o novo modelo de acesso. A clareza dos critérios e a estrutura de avaliação da Pnast estão remodelando a maneira como os empreendimentos de energia limpa se conectam à rede.
Transparência e Previsibilidade no Acesso
A Pnast foi concebida para trazer uma nova dinâmica ao processo de acesso, e os resultados iniciais confirmam seus benefícios. O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, ressaltou a importância do novo sistema para o mercado.
Embora os números sejam preliminares, os resultados sinalizam o acerto da implementação da Pnast, contribuindo para ampliar a transparência do processo de acesso e oferecendo maior previsibilidade aos agentes do setor elétrico.
A nota técnica detalha que cerca de 8,06 GW (equivalente a 40% da potência cadastrada) receberão sinalização para atendimento direto, o que agiliza sua integração. Outros 2,94 GW (15% da potência) serão encaminhados para um processo competitivo, onde os projetos disputarão a capacidade de conexão.
Detalhes da Distribuição de Potência
A distribuição da potência reflete as necessidades e oportunidades regionais. Dos projetos que seguirão para o processo competitivo, aproximadamente 1,95 GW correspondem a unidades consumidoras, concentradas em 13 pontos de conexão estratégicos no estado de São Paulo.
Além disso, 993 MW de geração de energia sustentável serão disputados em dois barramentos no Rio Grande do Sul, evidenciando a diversidade geográfica dos investimentos.
O diretor de TI, Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do ONS, Maurício de Souza, enfatiza a relevância do novo modelo para uma gestão mais eficiente.
Esse novo modelo permitirá uma maior integração entre os interesses do setor e o planejamento da expansão, apoiando na identificação e superação de desafios relacionados à disponibilidade de margem.
Essas sinalizações são cruciais para otimizar o planejamento e a execução de novos empreendimentos, assegurando que a infraestrutura de transmissão seja utilizada da forma mais eficiente possível.
Os resultados preliminares solidificam a visão do ONS sobre o potencial da Pnast em aprimorar a alocação de capacidade e a eficiência do sistema elétrico brasileiro. Ao equilibrar o atendimento de novos projetos de energia limpa com as limitações operacionais existentes, o país avança em direção a uma matriz energética mais robusta e sustentável.
Este é um passo significativo para garantir a segurança energética e a competitividade do setor elétrico, consolidando um caminho de crescimento e inovação para o futuro.













