Debate eleitoral no DF expõe divergências sobre transporte e finanças; candidata à reeleição na mira dos adversários.
O cenário político do Distrito Federal ganhou contornos mais acirrados com a realização do segundo debate entre os principais aspirantes ao Palácio do Buriti. Promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília, o encontro colocou em evidência as prioridades de cada campanha, com os temas de transporte e finanças públicas emergindo como pontos centrais de discórdia.
A atual governadora, Celina Leão (PP), figurou como o alvo principal dos demais candidatos. Buscando se desvencilhar de sua gestão anterior como vice-governadora ao lado de Ibaneis Rocha (MDB), Celina defendeu sua administração como exemplar e prometeu dar atenção especial à saúde pública, área que tem sido alvo de fortes críticas por parte da oposição.
Ao lado de Celina Leão, participaram do embate o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT) e Paula Belmonte (Cidadania). Apesar da importância do debate para os eleitores, a transmissão foi prejudicada por falhas técnicas, gerando interrupções e exigindo que os candidatos reiniciassem suas falas em mais de uma ocasião.
O embate direto, especialmente nos blocos segundo e terceiro, foi marcado por trocas de farpas.
Celina Leão chegou a classificar Ricardo Cappelli como “bobo da corte”, uma provocação rapidamente rebatida por Paula Belmonte, que, defendendo Cappelli, argumentou que o verdadeiro “bobo da corte” seria o eleitor diante de uma má gestão.
Cappelli, por sua vez, desafiou a governadora a:
“pegar um ônibus às 5 horas da manhã no Arapoanga, em Planaltina, para ver o sofrimento do usuário”
As discussões sobre mobilidade urbana e as contas públicas do DF também foram centrais.
José Roberto Arruda relembrou seu período de governo, afirmando que a tarifa de transporte era mais acessível e não demandava subsídios públicos, contrastando com os R$ 2 bilhões anuais repassados pela gestão atual às concessionárias.
Paula Belmonte aproveitou a oportunidade para questionar a saúde financeira do Banco de Brasília (BRB) e um suposto déficit de R$ 5 bilhões no DF, apontando falta de “moralidade” na administração.
Celina Leão contra-atacou direcionando questionamentos a Arruda, lembrando de seus processos por improbidade administrativa e dívidas com os cofres públicos, além de seu longo afastamento da vida política. A governadora também confrontou Leandro Grass. Observadores notaram Arruda sorrindo ao fundo, enquanto Celina era cercada pelos adversários, indicando uma consolidação da disputa entre os dois primeiros colocados nas pesquisas.
















