Com as Eleições 2026 se aproximando, os candidatos ao Governo do Distrito Federal revelam seus planos para o Palácio do Buriti, com propostas que abrangem desde infraestrutura e segurança até educação e combate à desigualdade social.
O cenário político do Distrito Federal começa a se delinear para as Eleições de 2026, e os principais nomes que aspiram ao comando do Palácio do Buriti já apresentaram as linhas gerais de suas plataformas. As propostas, variadas e abrangentes, prometem acirrar o debate sobre o futuro da capital e de suas regiões administrativas.
A diversidade de visões oferece aos eleitores um panorama claro sobre os diferentes caminhos que podem ser tomados. De defesas pela continuidade e experiência a pautas que buscam uma transformação profunda, a corrida eleitoral promete ser um embate de ideias cruciais para o desenvolvimento do DF.
Candidatos e Suas Propostas Chave
A atual governadora, Celina Leão (PP), centra sua campanha na continuidade administrativa. Ela enfatiza a expansão da infraestrutura, o fortalecimento das parcerias com o setor privado, a ampliação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o reforço do efetivo policial. Além disso, propõe a integração do ensino médio ao técnico para qualificação profissional.
Por outro lado, José Roberto Arruda (PSD) aposta em sua experiência em gestão para reconquistar o eleitorado. Suas principais propostas incluem a retomada de programas de estágio, a expansão da malha do Metrô-DF e a simplificação de processos burocráticos para empresas, visando estimular o ambiente de negócios.
Foco Social e Inovação
La luta contra as desigualdades sociais é a bandeira de Leandro Grass (PT). O candidato defende a reestruturação das carreiras da saúde, a criação de escolas técnicas focadas em programação e a garantia do Passe Livre Estudantil para todos os alunos, priorizando o acesso à educação e mobilidade.
Ricardo Cappelli (PSB) direciona seu plano para a inovação e segurança. Ele propõe ações para a retenção de talentos locais no DF, além de uma integração tecnológica avançada nos sistemas de segurança pública, buscando modernizar o combate à criminalidade.
A multiplicidade de planos apresentados demonstra a complexidade dos desafios do Distrito Federal e a amplitude de caminhos que os eleitores terão para escolher quem irá conduzir o Palácio do Buriti nos próximos anos.
Visões Econômicas e de Gestão
A candidata Paula Belmonte (PSDB) foca na governança e desenvolvimento social. Ela propõe a criação de um gabinete especializado no combate à corrupção, uma reforma estrutural nas escolas para promover a inclusão de alunos neurodivergentes e o fortalecimento da agricultura familiar, pilar econômico e social.
No espectro do liberalismo econômico, Kiko Caputo (Novo) pauta sua plataforma na atração de investimentos privados, educação financeira nas escolas e a redução da intervenção estatal. Já Samara Mineiro (UP) defende a criação de cooperativas para motoristas de aplicativos e uma revisão na aplicação dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal.
A transparência é a chave para Elisson Ferreira (Agir), que promete painéis de gastos públicos em tempo real e a digitalização completa de agendamentos na área da saúde. Por fim, Professor Robson (PSTU) propõe a estatização total do transporte coletivo com tarifa zero e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. De um ponto de vista ainda mais radical, Expedito Mendonça (PCO) defende a estatização plena dos serviços de saúde e educação, eliminando a gestão por entidades privadas.
As Eleições de 2026 para o Governo do Distrito Federal prometem ser um momento definidor para a região. As diversas propostas apresentadas pelos candidatos já delineiam os contornos de um intenso debate sobre os rumos da gestão pública. O eleitorado do DF terá a importante missão de analisar cada plano e decidir qual visão melhor representa o futuro desejado para a capital. Os próximos meses serão cruciais para o aprofundamento dessas discussões.












