Fusão entre OceanPact e CBO é oficializada, criando gigante com 70 embarcações e mais de 5 mil colaboradores.
A arena de serviços marítimos no Brasil testemunha uma movimentação estratégica significativa com a conclusão, nesta quarta-feira (16/09), da combinação de negócios entre a OceanPact e a CBO. A união, anunciada em março, foi devidamente sancionada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e atendeu a todas as exigências legais, oficializando a incorporação da CBO pela OceanPact. A nova entidade surge com a denominação OceanPact CBO.
A trajetória para a consolidação contou com um desdobramento importante: a aprovação do CADE em julho, que chegou a ser contestada pela Petrobras. No entanto, o órgão regulador manteve sua decisão, rejeitando os argumentos da petroleira e abrindo caminho para a fusão.
Nova Liderança e Escala Ampliada
Com a integração, a OceanPact CBO assume uma operação robusta, contando com uma frota de 70 embarcações e um corpo de mais de 5.000 profissionais. A receita anual projetada ultrapassa os R$ 4 bilhões, com um portfólio de contratos em andamento superior a R$ 14 bilhões. Esta nova dimensão operacional promete otimizar a alocação de recursos e expandir a capacidade da empresa em serviços de alta complexidade.
A nota divulgada pela empresa destaca o potencial de atuação em frentes cruciais como resposta a emergências ambientais, operações submarinas, projetos de descomissionamento, logística integrada e iniciativas ambientais. A fusão é pautada por quatro pilares: a otimização da geração de caixa, visando maior distribuição de dividendos; o aumento da capacidade operacional através de uma base de ativos ampliada; a maximização da geração de valor com a sinergia comercial e operacional; e a complementaridade de suas frotas.
A estrutura de liderança da nova companhia foi definida, com nomes como Flavio Andrade, Haroldo Solberg, Eduardo de Toledo, Erik Cunha, Adriano Ranieri e Fernando Borensztein. A CBO contribui com Marcos Tinti e Marcelo Martins para o quadro executivo. A governança será supervisionada por um Conselho de Administração de sete membros, presidido por Luís Araujo.
Novas Ações e Estrutura Acionária
Como parte do processo de incorporação, foram emitidas 274.551.446 novas ações ordinárias. Essas novas ações já começaram a ser negociadas na B3 desde a última quinta-feira (17/09). A composição acionária da OceanPact CBO agora reflete a participação de Vinci Compass (21,8%), fundos sob gestão do Pátria (21,8%), Flavio Andrade (13,0%), BNDESPar (10,9%), executivos da OceanPact (3,8%) e o mercado (28,7%).
Esta consolidação estratégica posiciona a OceanPact CBO como um player de grande relevância no setor de serviços marítimos, com capacidade ampliada para atender às demandas complexas do mercado de óleo e gás e outras indústrias que dependem de operações offshore e ambientais. O cenário futuro aponta para uma atuação mais robusta e integrada, buscando otimizar sinergias e entregar maior valor aos seus clientes e acionistas.
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