O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (16) em baixa, pressionado pelo cenário macroeconômico internacional, enquanto o mercado aguarda definição da política monetária nacional.
A Bolsa de Valores brasileira (B3) fechou o dia com uma desvalorização de 0,51%, atingindo a marca de 185.547,66 pontos. O movimento de queda foi um reflexo direto da cautela vinda do exterior, após o Banco Central dos EUA (Fed) anunciar um aumento nas taxas de juros, o primeiro movimento do tipo desde meados de 2023, sob o argumento de conter pressões inflacionárias.
Destaques do mercado e expectativa pela Selic
Apesar da tendência negativa do índice, papéis específicos contrariaram o movimento. O setor de varejo exibiu um desempenho robusto, com destaque para a Magazine Luiza, que registrou uma alta de 6,28%, cotada a R$ 5,92. O otimismo também impulsionou o Assaí, que subiu 4,77% (R$ 10,11), influenciado pela revisão positiva de preço-alvo realizada pelo Bank of America (BofA).
No campo oposto, as ações da Prio sentiram o impacto da desvalorização do petróleo, liderando as perdas do dia com uma queda de 4,34%. O barril de Brent, referência internacional do setor, encerrou o dia em baixa de 2,69%, cotado a US$ 105,83. Quanto ao câmbio, o dólar comercial manteve estabilidade, fechando com um recuo marginal de 0,07%, cotado a R$ 5,1514.
No cenário doméstico, as atenções estão inteiramente voltadas para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). O mercado financeiro opera com uma expectativa consolidada de 94,5% de probabilidade para um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, que deve passar de 14% para 13,75% ao ano.
A decisão do Fed gerou uma onda de aversão ao risco que ecoou nos mercados globais, fazendo com que investidores locais adotassem uma postura defensiva enquanto aguardam os próximos passos do Banco Central brasileiro.
Google avança em sustentabilidade no Brasil
Em uma movimentação paralela aos indicadores financeiros, a Google anunciou nesta quarta-feira o seu maior investimento histórico em remoção de carbono. A parceria, firmada com a Terradot, foca em projetos de tecnologia climática em 200 mil hectares de arrozais localizados na região Sul do Brasil.
O projeto visa atingir a marca de milhões de toneladas de carbono eliminadas até 2030, combinando duas frentes: a alternância na irrigação dos plantios, que minimiza a emissão de metano, e o intemperismo acelerado de rochas vulcânicas, que promove o sequestro permanente de CO₂ da atmosfera até 2040. A iniciativa reforça a tendência crescente de investimentos corporativos em projetos de sustentabilidade e ESG no país.
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