A Braskem avança significativamente em sua agenda ESG, atingindo mais de 66% da meta de redução de emissões de gases de efeito estufa estipulada para o horizonte de 2030.
A transição para uma economia de baixo carbono tem ganhado tração no setor petroquímico brasileiro. A Braskem, líder global na produção de resinas termoplásticas, reportou um marco expressivo em sua estratégia ambiental: a companhia já conquistou dois terços do compromisso de reduzir em 15% suas emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) até o final desta década.
O sucesso dessa trajetória está atrelado a um robusto Programa de Descarbonização Industrial, estruturado em 2021. A iniciativa foca em integrar a sustentabilidade ao modelo de negócio, provando que é possível conciliar a eficiência energética e a proteção ao clima com a necessária competitividade industrial. Atualmente, os projetos implementados evitam o lançamento de mais de 1,2 milhão de toneladas de CO₂ equivalente na atmosfera anualmente.
A estratégia por trás dos resultados
A estratégia da organização baseia-se em pilares como a eletrificação de processos e a diversificação da matriz energética das plantas. Para o diretor de energia da empresa, Gustavo Checcucci, os avanços demonstram que as metas não são apenas planos teóricos, mas realidades operacionais em andamento.
A descarbonização já está acontecendo nas nossas operações, com projetos de melhoria contínua que entregam valor ambiental e econômico.
Este movimento reflete uma tendência consolidada entre as grandes indústrias, que buscam harmonizar a segurança energética com metas ambiciosas de redução de carbono, respondendo às demandas de investidores e consumidores por práticas mais sustentáveis.
Tecnologias e projetos de destaque
Para atingir esses patamares, a Braskem tem investido em uma carteira diversificada de soluções tecnológicas espalhadas por várias unidades no Brasil. Entre os exemplos de maior destaque está o Projeto Vesta, localizado no ABC Paulista, que simboliza a modernização técnica para um modelo mais limpo.
Além disso, a empresa tem diversificado o uso de fontes energéticas. Em Paulínia, a instalação de uma caldeira elétrica representa um passo importante na eletrificação. No Polo Petroquímico de Triunfo, o uso de biometano ganha espaço, enquanto em Marechal Deodoro, Alagoas, a estratégia de transição energética envolve a substituição do gás natural fóssil pela biomassa, reforçando o compromisso com a economia circular e a redução de insumos fósseis.
Perspectivas para o futuro sustentável
O alcance de mais de 66% da meta reforça a confiança da companhia em atingir seus objetivos de neutralidade de carbono. A continuidade desses projetos não apenas mitiga impactos ambientais, mas também coloca a empresa em uma posição privilegiada dentro da cadeia de valor da energia limpa.
O foco dos próximos anos será a escalabilidade dessas tecnologias e a busca por novas fontes renováveis. Com um caminho claro traçado até 2030, a Braskem segue como uma referência sobre como grandes complexos industriais podem se reinventar frente ao desafio da sustentabilidade global.
















