A WEG intensifica sua estratégia para liderar o segmento de armazenamento de energia no Brasil, preparando sua estrutura industrial para participar do inédito leilão de reserva de capacidade focado em baterias.
A gigante brasileira de equipamentos elétricos, WEG, confirmou que está moldando seus processos operacionais para competir no próximo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), que priorizará sistemas de armazenamento em baterias. A movimentação reflete a aposta da companhia em um mercado que ganha tração com a necessidade de flexibilizar o sistema elétrico nacional perante a crescente intermitência das fontes renováveis.
Durante a apresentação de resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, executivos da organização destacaram que o aumento na concorrência, com a entrada de novos fabricantes no país, funciona como um termômetro positivo para o setor. Para a WEG, a expansão de competidores confirma a viabilidade econômica e o potencial de demanda que a empresa identificou antecipadamente.
Expansão produtiva e diferenciais competitivos
Atualmente, a empresa opera com uma capacidade produtiva de 1 GWh voltada tanto para a mobilidade elétrica quanto para aplicações estacionárias. Contudo, o plano de crescimento é agressivo: a nova planta industrial situada em Itajaí (SC), com inauguração prevista para 2027, elevará essa capacidade em mais 2 GWh.
O principal trunfo da companhia, segundo o vice-presidente administrativo e financeiro, André Rodrigues, reside na integração da solução oferecida ao mercado:
“A WEG praticamente fabrica quase tudo. É muito mais confortável para alguém que está falando com um fornecedor do que com vários fornecedores e que precisa estruturar o projeto como um todo.”
Recuperação no segmento de GTD
Além do foco em armazenamento, a companhia projeta uma retomada consistente na divisão de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD). Após enfrentar uma base de comparação elevada em 2025, impulsionada por grandes projetos de energia solar, a expectativa é de uma normalização das margens e crescimento das vendas para T&D, que mantêm taxas de expansão de dois dígitos.
Para o segundo semestre, a empresa aposta na combinação de reajustes comerciais, ampliação da receita e a maturação de unidades fabris, como a expansão em Betim (MG). Com esses pilares, a WEG busca equilibrar seus indicadores financeiros enquanto consolida sua posição como peça-chave na transição energética e na modernização da infraestrutura elétrica brasileira nos próximos anos.























